Voltando aos trilhos…

5 05 2008

O pecado de vender a alma

A atual situação da Starbucks serve de alerta a empresas de todo o mundo: trocar valores essenciais por crescimento é sempre um mau negócio

(EXAME)

Uma das histórias mais repetidas em inúmeras entrevistas e palestras pelo americano Howard Schultz, presidente da maior rede de cafeterias do mundo, narra o dia em que ele entrou pela primeira vez numa loja da Starbucks, em Seattle. “Um inebriante aroma de café me atraiu”, afirmou no best-seller de sua autoria Dedique-Se de Coração, lançado em 1997 e traduzido para oito idiomas. “Entrei e vi um templo para a adoração do café.” O ano era 1981 e Schultz trabalhava como gerente de um fornecedor de máquinas de café para a Starbucks. Ao comprar a rede, em 1987, com a ajuda de investidores, ele conseguiu transformar aquele encanto em dólares — milhões de dólares. A continuação desse conto de fadas corporativo deu origem a diversos livros de administração e é dissecada nas salas de aula das melhores escolas de negócios do mundo, como a americana Harvard e a suíça IMD. Sob o comando de Schultz, a Starbucks deixou de ser uma tímida cafeteria no interior do estado de Washington e se tornou uma potência, com vendas de 9,4 bilhões de dólares em 2007. Quem hoje entra em uma de suas 15 000 lojas espalhadas por 44 países, no entanto, não encontra o mesmo ambiente — nem sente o mesmo aroma — que tanto impressionou o empresário nos anos 80. Criada como torrefação e loja de grãos de café, a Starbucks ganhou ao longo do tempo um amplo cardápio de refeições. O cheiro do café foi encoberto pelo de ovos e bacon, servidos em sanduíches no café da manhã. O próprio Schultz reconhece que o charme original se perdeu. Em fevereiro de 2007, ele escreveu num memorando para a diretoria: “Nossas lojas não têm mais a alma do passado. Refletem mais uma grande cadeia e menos a sensação confortável de uma loja de bairro”.

A perda da identidade — que acabou transformando o antigo santuário do café numa ordinária lanchonete de fast food — não causa só nostalgia em Schultz. Trata-se de um problema que tem afugentado clientes e feito as ações da companhia cair. Nos Estados Unidos, onde estão mais de dois terços de suas lojas, o número de consumidores diminuiu 1% entre julho e setembro de 2007. Foi o primeiro resultado negativo na história da rede — mas não o pior. Nos três meses seguintes, a clientela caiu outros 3%. Para agravar o quadro, a Starbucks recentemente reconheceu que não está imune aos dissabores da economia americana, como costumava declarar. Embora as vendas e o lucro tenham apresentado uma trajetória ascendente até agora (sobretudo graças à abertura de novas lojas), o crescimento desacelerou — de 2004 para 2007, passou de 10% para 5%. Esse encolhimento se reflete na bolsa. Os papéis da empresa acumulam queda de cerca de 50% nos últimos 12 meses — e chegaram a cair mais de 10% no dia 24 de abril, após a divulgação preliminar do resultado do primeiro trimestre de 2008.

Para tentar estancar as perdas, em janeiro Schultz destituiu o executivo Jim Donald da presidência e voltou para o cargo que abandonara oito anos atrás — medida clássica na hora do aperto, adotada recentemente também por Michael Dell, dono da fabricante de computadores que leva seu sobrenome, e por Jerry Yang, do Yahoo!. “Schultz tem o pulso da companhia e a capacidade de restaurar a admiração que a marca despertava antes”, diz o americano David Palmer, analista especializado no setor de alimentação, do banco de investimento UBS. Agora, o empresário tem pela frente a irônica missão de copiar a si mesmo e retomar conceitos que ajudou a disseminar mundo afora no passado — e que se perderam em meio ao crescimento vertiginoso. Sua maior desvantagem é que desta vez a concorrência não será pega de surpresa, como nos anos 80. Enquanto a Starbucks se afastava do próprio modelo, redes como McDonald’s reforçavam a oferta de café e refaziam o visual de suas lojas — em janeiro, a cadeia de fast food começou a contratar baristas para suas 14 000 lojas espalhadas pelos Estados Unidos. “A fórmula da Starbucks já foi copiada por muitos concorrentes. Por isso, a empresa vai ter de inovar para reconquistar o interesse dos consumidores, seja em produto, serviço, seja em comunicação”, diz Dominique Turpin, professor de marketing da IMD. A primeira medida de Schultz foi decretar que, até setembro deste ano, a linha de sanduíches recheados com ovos e bacon, servidos no café da manhã em lojas da América do Norte, será extinta. O resgate aos bons tempos incluiu a volta de outro veterano — Harry Roberts, vice-presidente de merchandising da rede nos anos 90. Aos 65 anos, Roberts retorna à Starbucks como principal executivo de criação, cargo criado em janeiro. Ele terá não só de recuperar o poder de atração do passado como também de criar novas maneiras de cativar o público.

Um plano de resgate
Desde que reassumiu a presidência da Starbucks, em janeiro, Howard Schultz anunciou uma série de medidas para tentar dar fôlego novo à empresa
1 - Em janeiro, ele criou um cargo, o de principal executivo de criação, cujo trabalho é repensar o ambiente das lojas. Para ocupá-lo, convidou Harry Roberts, vice-presidente de merchandising da rede nos anos 90
2 - Demitiu 220 funcionários de diversas áreas e fechou outras 380 vagas abertas nos Estados Unidos
3 - Comprou em março a fabricante das máquinas Clover, uma das favoritas dos amantes de café. Os equipamentos já foram instalados em lojas de Boston e Seattle
4 - Estreou em março um blog para receber sugestões e críticas de consumidores, que são comentadas por executivos da rede
5 - Tirou do cardápio da Starbucks uma linha de sanduíches quentes, servidos no café da manhã. Os consumidores reclamavam que as lojas ficavam com cheiro de lanchonete de fast food
6 - Em abril, ampliou os benefícios concedidos pelo uso do cartão de fidelidade da rede.Agora, eles dão direito a brindes como refis de café

O PACOTE DE RECUPERAÇÃO de Schultz inclui desde alterações estruturais nas lojas até outras mais drásticas, como o encolhimento da operação nos Estados Unidos (veja quadro na pág. 99). Recentemente, Schultz anunciou que até o fim do ano vai fechar cerca de 100 lojas americanas pouco rentáveis. Na sede da empresa, em Seattle, 220 funcionários de áreas como marketing e departamento financeiro foram demitidos. Outras 380 vagas abertas nos Estados Unidos foram fechadas. O objetivo é repensar a expansão no mercado doméstico, no qual o número de lojas mais que triplicou desde o ano 2000, alcançando 10 000 pontos-de-venda. A profusão gerou uma concentração de cafeterias excessivamente próximas. “Estimamos que a canibalização tenha derrubado as vendas nas lojas do país em cerca de 1%”, diz o analista Steven Kron, do banco de investimento Goldman Sachs, num relatório publicado no início deste ano.

Na tentativa de reaproximar-se de seu público original, os adoradores de café, a prioridade da Starbucks se volta para a qualidade da bebida e do serviço dos baristas. Para tanto, uma das iniciativas é renovar os equipamentos da rede. Uma nova máquina de expresso será introduzida em todas as novas lojas no exterior e em 75% da operação americana até 2010. O equipamento é 18 centímetros mais baixo que o atual — o que permite que os clientes assistam ao preparo da bebida. A Starbucks também anunciou, em março, a compra da fabricante americana das máquinas Clover (o valor não foi revelado). Queridinha dos amantes de café gourmet, a Clover permite dar a cada xícara um sabor diferente. Hoje, existem apenas 250 máquinas instaladas em todo o mundo — um luxo que se tornará exclusividade da Starbucks. A idéia é colocar a Clover nas lojas como uma opção para os freqüentadores que procuram um café mais sofisticado. Um cafezinho tirado dessa máquina custará 2,50 dólares, 1 dólar a mais do que o comum. Para preparar os atendentes para a nova fase, 7 100 lojas da rede nos Estados Unidos fecharam as portas às 17h30 do dia 26 de fevereiro. Durante 3 horas, 135 000 funcionários foram treinados simultaneamente. Eles receberam orientação de como despejar o café em copos de vidro para verificar a qualidade da bebida pela cor.

Schultz também incrementou os tradicionais cartões de fidelidade da rede. Desde abril, quem tiver um cartão poderá ganhar brindes como leite de soja grátis nas bebidas, refis de café e uso de internet por 2 horas diárias nas lojas. Para sentir a reação dos consumidores a tantas mudanças, Schultz acaba de criar um blog corporativo. A idéia é abrir espaço para que os freqüentadores dêem sugestões e os executivos expliquem ou mesmo antecipem algumas novidades. Além disso, desde que voltou para o posto de principal executivo, Schultz já escreveu 14 comunicados abertos no site da Starbucks — quase um por semana –, batizados de Howard Schultz Transformation Agenda Communication (algo como “Comunicação da pauta de transformação de Howard Schultz”). Ali ele antecipou, por exemplo, o radical plano de reduzir a operação americana.

As quase 5 000 lojas da Starbucks no exterior também sentiram reflexos das mudanças. Na semana em que voltou para o posto de principal executivo, Schultz organizou teleconferências com os parceiros que tem pelo mundo. “A mensagem foi: cresçam”, afirma o americano Peter Rodenbeck, que trouxe a rede para o Brasil e já abriu dez lojas no país — todas em São Paulo. A conversa com Schultz e com cerca de outros 20 representantes das Américas e da Europa durou aproximadamente 20 minutos. A ordem para acelerar os motores tem motivo. Desde 2006, as vendas em lojas estrangeiras crescem mais do que as dos Estados Unidos. Apesar dos fechamentos em território americano, o plano no longo prazo (não há data definida) ainda é atingir 40 000 lojas no mundo, metade delas no exterior. Por isso, em 2009, pela primeira vez em sua história, a rede deve abrir mais unidades fora do mercado doméstico. No Brasil, o objetivo é abrir duas ou três lojas por trimestre. “Estamos apenas começando”, diz Schultz num de seus comunicados da pauta de transformação. Na verdade, recomeçando.





E a Sra. Internet ganha espaço…

29 04 2008

Links patrocinados são o mantra das empresas

(INFO Online)

O que empresas automobilísticas, de bebidas e bancos têm em comum? Investimentos crescentes em marketing online baseado em links patrocinados. Na mesa redonda A Experiência das Empresas: A Internet a Serviço das Grandes Marcas, realizada durante o Seminário INFO Marketing de Busca Para Quem Busca Resultados, executivos do Bradesco, Fiat, Ford e Pepsi comentaram a atuação de suas empresas na web.

Luca Cavalcanti, diretor de marketing do Bradesco, diz que o banco conta com um orçamento de 15 milhões de reais para a publicidade online. Com 1,4 milhão de visitantes diários em seu site, ele destaca a importância das classes C e D como um público-alvo que deve merecer atenção especial.

Gustavo Siemsen, diretor de marketing Pepsi Brasil, destacou a grande disparidade entre o nível de atenção que as mídias online recebem do consumidor e o montante investido pelas empresas para atingir esse consumidor. Sem revelar cifras, Siemsen afirma que, pelo menos na Pepsi, o quadro começa a mudar. Os recursos para publicidade online saltaram de 5% para 11% do orçamento de marketing da companhia.

Jorge Stelmach, gerente de desenvolvimento de negócios da Ford na América do Sul, e João Ciaco, diretor de marketing da Fiat, reforçaram a importância da web na mudança de comportamento do consumidor. Segundo eles, 70% dos clientes passam pelos sites das montadoras antes de fechar a compra pessoalmente nos pontos de venda.

Com 11% do orçamento de publicidade direcionado para internet, a Fiat chegou até a desenvolver uma campanha iniciada na internet móvel, a do Super Punto. A estratégia foi baseada em pesquisas que indicavam um alto grau de interesse em tecnologia no público-alvo da empresa para esse modelo.





Mandando recado…

29 04 2008

Eike: vai ser brincadeira passar Carlos Slim e Bill Gates

(Fabiano Klostermann)

O empresário Eike Batista afirmou nesta segunda-feira, em São Paulo, que “vai ser brincadeira” ultrapassar Carlos Slim e Bill Gates e se tornar o homem mais rico do mundo. Ele atualmente detém a 142º maior fortuna do planeta, com US$ 6,6 bilhões, segundo a revista americana Forbes. / abre janela
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“O Bill Gates e o Carlos Slim que me segurem. Com o Brasil como plataforma de negócios, vai ser brincadeira (ser o homem mais rico do mundo)”, afirmou. Batista disse ainda que vai manter seus investimentos no País porque acredita que pode ter bons lucros por aqui.

Durante a palestra, o empresário falou um pouco sobre sua carreira de empreendedor, que começou em 1980, como negociador de ouro. Segundo ele, seus empreendimentos não foram construídos apenas em quatro anos, período em que se tornou mais conhecido. “Por trás desses quatro anos, houve 24 anos de muito trabalho”, explicou.

O empresário destacou a colaboração que teve do mercado de capitais, de onde disse ter obtido US$ 5 bilhões desde 1983, para financiar suas “aventuras”.

Como chave para o sucesso, Eike apontou a disposição para investir onde “ninguém imaginava”, obedecendo ao lema “ir aonde ninguém vai. Quase nada é impossível”, um dos muitos citados por ele durante palestra no 1º Seminário de Empreendedorismo do Jovens Líderes Empresariais (JLIDE).

O empresário disse ter “sorte” por ter tido o luxo de investir US$ 500 milhões em empreendimentos que não deram retorno. Sobre seu primeiro projeto de maior porte, uma mina no Amazonas, ele afirmou que só teve êxito porque a reserva era “à prova de idiota”.

“Desconsiderei vários fatores importantes ao investir (nessa primeira mina). Não contava com a logística difícil, não contava com a malária, não contava com a dificuldade de exploração. Dei sorte porque a mina era, como a gente costuma dizer, à prova de idiota”, afirmou.

Eike reforçou ainda mais sua fama de pagador de bons salários ao ser questionado sobre a falta de mão-de-obra qualificada no mercado brasileiro. “Realmente há uma falta de mão-de-obra qualificada. Mas, eu não tenho esse problema. O meu ‘kit felicidade’ atrai quem eu preciso para trabalhar”, disse.

Filho de Eliezer Batista, ministro de Minas e Energia do governo João Goulart e ex-presidente da Vale do Rio Doce, ainda quando ela era estatal, o empresário não deixou de enaltecer e também cutucar o pai. “Deus deu tudo para o meu pai, menos o talento para ganhar dinheiro. Isso ele deixou para os filhos”, disse Eike, arrancando risos da platéia.





Maratona Nacional ESAMC…

6 04 2008

É isso aí pessoal, em comemoração as 10 anos de ESAMC, este ano realizaremos a I Maratona Nacional ESAMC.

O evento originalmente elaborado pela unidade de Sorocaba, terá sua versão nacional sendo disputada pelas unidades de Sorocaba, Campinas, Santos, Uberlândia e Brasília.

A maratona tem por objetivo desenvolver e apresentar em 24h um diagnóstico e um prognóstico para uma organização, numa situação real de mercado, que poderá incluir propostas mercadológicas, financeiras, legais e de comunicação.

Cada equipe terá 8 integrantes (6 membros + 1 estagiário (primeiro ano) + 1 suplente), as equipes ficam reunidas em tendas e trabalham contra o sono e o relógio para apresentar as soluções para o cliente.

Anote na sua agenda!

Maratona ESAMC Sorocaba (seletiva): 16 e 17/04.

Maratona Nacional ESAMC: 29 e 30/05.

Para increver-se basta comparecer a Agência ESAMC de segunda a sexta feira, das 14h às 20h e retirar o regulamento com ficha de inscrição ou então clique aqui para fazer o download de ambos.





MySpace de olho na política brasileira…

3 04 2008

Site que ajudou a alavancar Obama quer participar de eleições no Brasil

(Folha Online)

A mais comentada ferramenta da corrida eleitoral norte-americana pretende desembarcar no Brasil para as eleições municipais deste ano –mas pode ser barrada pela Justiça eleitoral brasileira. O MySpace, maior rede social do planeta, quer trazer sua plataforma de debate ao país.

O site é um dos responsáveis pela arrancada do pré-candidato Barack Obama na disputa pela vaga democrata na corrida à Casa Branca.

“Os debates políticos no Brasil são todos muito certinhos, muito chatos. O jovem acaba se sentindo fora desse processo”, diz Emerson Calegaretti, diretor-geral do MySpace Brasil.A rede de relacionamentos, pertencente ao conglomerado News Corp., estreou oficialmente em português em dezembro de 2007. Desde então, limita-se a abrigar perfis de artistas nacionais e seus fãs, o que injetou um milhão de usuários num serviço que possuía apenas 300 mil cadastrados no país. Para fins de comparação, ainda está longe do Orkut, que supera 25 milhões de internautas brasileiros.

“Queremos expandir isso para outras ações”, afirma Calegaretti. “Primeiro, vamos criar grupos e perfis ligados a partidos e a candidatos. Essa é uma iniciativa a ser lançada oficialmente no segundo semestre. A segunda ação é promover a discussão das propostas dos candidatos.”

Nos EUA, o portal simulou votações, criou perfis para políticos, realizou enquetes sobre propostas e, finalmente, ajudou os candidatos a arrecadarem verba para campanha pela internet. Boa parte do montante de US$ 135 milhões levantados pela turma de Obama até janeiro tinha sido doado por internautas.

A exemplo do MySpace, outras empresas de internet declararam à reportagem ter planos de interagir com o eleitorado durante o pleito brasileiro, como Google e Yahoo!.

“Participamos dos processos eleitorais nos EUA, Austrália, Espanha e em alguns outros países por meio do [site de vídeos] YouTube. Nosso plano é ter algo customizado por aqui também”, afirma Félix Ximenes, diretor de comunicações do Google Brasil.

Na mesma linha, o diretor de produtos do Yahoo! Brasil, Fabio Boucinhas, revela que o portal pretende incentivar internautas a colocarem fotos de comícios no Flickr, site de compartilhamento de imagens tido como “descolado” entre jovens. A idéia é usar as fotografias na capa do portal. “Ainda é um assunto muito delicado, por isso estamos planejando da melhor maneira possível”, pondera Boucinhas.

Restrições

No caminho entre as empresas de internet e os cliques dos internautas brasileiros há o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O tribunal divulgou no começo de março resolução proibindo propaganda política fora do site dos candidatos. “A propaganda eleitoral na internet somente será permitida na página do candidato destinada exclusivamente à campanha eleitoral”, informa a resolução. O texto foi considerado vago pelos internautas.

“Para que uma regulamentação tão autoritária?”, questiona em seu blog Sérgio Amadeu, Doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo. “É muito difícil legislar sobre as características da comunicação em redes digitais interativas. É preciso clareza”, escreve.

“Seria cômico, não fosse trágico. Mais do que qualquer outro momento, as eleições deveriam ser um momento onde a nação tenha acesso total e irrestrito à informação”, comenta Marcelo Tas em seu endereço eletrônico.

O TSE alega que, com a restrição, pretende equilibrar a campanha. “Se não, quanto maior o poder de penetração do candidato e seu poder econômico de arregimentar gente para ter blog, ele terá maior propaganda”, disse, em entrevista à Folha, o presidente do TSE e ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Marco Aurélio Mello.

Para contornar a possível restrição do TSE, os portais podem alegar ter planos de oferecer serviços informativos, e não publicitários.

“O argumento que vamos usar é que não estamos fazendo propaganda política. Não há troca financeira qualquer entre partido e o site. O que o site produz é conteúdo informativo”, afirma Calegaretti, do MySpace. Segundo ele, mesmo no caso das doações a campanhas, o que se faz nos EUA é dar um link para o site do candidato, onde ocorrem efetivamente os depósitos –o que ainda é proibido no Brasil.

Os ministros do TSE também devem responder até o início da campanha uma consulta do deputado José Aparecido (PV-MG) sobre o uso de ferramentas da internet na arrecadação de votos. Um parecer da área técnica recomenda a proibição. Não há prazo para julgamento no TSE.

Se o tribunal decidir definitivamente pela restrição da propaganda política pela internet –o que afastará eleitores jovens do debate político–, irá de encontro com medidas tomadas pelo próprio órgão recentemente.O TSE lançou em outubro do ano passado uma campanha tentando atrair os jovens para as eleições. Em 2007, retiraram o título de eleitor aos 16 e 17 anos, quando o voto é facultativo, 1,91 milhão de pessoas, apenas 1,5% do total do eleitorado. Em 1992, quando os “caras pintadas” pediram o impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello, mais de 3,2 milhões de jovens dessa faixa fizeram título (3,57% do eleitorado).

Campanha on-line

Apesar da barreira que pode ser erguida pelo TSE, as agremiações já se espalharam nos serviços on-line. Quase todos partidos e dezenas de políticos possuem comunidades no Orkut. Segundo a resolução para essas eleições, a página dos que pleiteiam cargos poderá entrar no ar somente a partir de 6 de julho.

O DEM mantém no YouTube o que chama de “WebTV de um partido político brasileiro”, aberta em dezembro de 2007. O PSTU também criou canal para abrigar seus vídeos, em junho de 2006.

No MySpace, já há um espaço ocupado pelo PSOL com sigla e número de votação. PSDB e DEM dividem outro grupo no portal.





iPhone 3G…

1 04 2008

Apple estaria preparando iPhone 3G

(O Globo Online)

RIO - O telefone celular e aparelho portátil iPhone, criado pela Apple de Steve Jobs, pode ganhar uma nova versão para redes de telefonia da terceira geração (3G). Segundo rumores de mercado e citações em artigos de especialistas, publicados em sites internacionais nesta segunda-feira, o novo aparelho preparado para tráfego de voz e dados em alta velocidade chega ao mercado até junho deste ano.

Segundo Scott Craig, analista do Bank of America, o novo iPhone 3G entrará em produção em maio deste ano, quando a fabricante deve ultrapassar a marca de quatro milhões de aparelhos vendidos, informou o site especializado da revista Wired. Em entrevista à Reuters, o consultor Craig afirmou que os novos aparelhos devem chegar ao mercado americano até junho “após o início das produções em maio”.





E a conta voou…

1 04 2008

TAM transfere sua conta online da Lov para a Y&R

Grupo Newcomm passa a concentrar praticamente toda a verba do anunciante

(M&M)
Com a transferência de sua verba online da Lov, onde estava desde 2006, para a Y&R, a TAM concentra praticamente toda a sua comunicação no Grupo Newcomm. Além da fatia publicitária principal na Y&R, a holding também atende o anunciante via Dez Brasil (marketing direto e endomarketing) e New Content (conteúdo de bordo). A conta interativa da TAM será atendida na Y&R pela equipe comandada pelo novo vice-presidente de estratégia digital Fernando Taralli, no cargo desde o início de março.





Lixo espacial…

1 04 2008
Qual a chance de um dejeto espacial atingir um prédio, ou uma pessoa, aqui na Terra?

Esta semana, uma bola de metal, com um metro de diâmetro, caiu pertinho de uma casa em Goiás. Veio do espaço e faz parte do chamado lixo espacial. Tem de tudo vagando lá em cima, até luva jogada fora por astronauta. Mas qual a chance de um dejeto espacial atingir um prédio, ou uma pessoa, aqui na Terra?Este é o nosso planeta como a gente pensa que é: um belo ponto azul girando no espaço infinito. Mas essa é a Terra como ela realmente é: recoberta por uma grossa camada de objetos feitos pelo homem. Milhares de satélites e também muito lixo - quase dez mil fragmentos. Um ferro-velho no espaço!

De vez em quando, uma dessas peças abandonadas desaba do céu. O objeto mais recente do lixo espacial a despencar na Terra é uma esfera que caiu perto do município de Montividiu, no interior de Goiás. Caiu a 150 metros de uma casa.

“Podia ter caído em cima da casa. Se caísse lá, faria um dano danado”, diz o produtor rural Jarbas Gomes.

Em um primeiro momento, um objeto brilhante, meio diferente - as pessoas ficaram preocupadas, acharam que pudesse ser venenoso, radioativo.

“Medo de ser radioativo, por causa do césio 137. A gente tem até medo de mexer”, confessa a dona-de-casa Vanilce Queiroz.

Mas os técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) foram ao local e tranqüilizaram a população.

“À medida que nos aproximamos do local, nós vamos vendo se existe atividade radioativa ou não desse objeto”, explica o técnico do CNEN Rugles Barbosa.

O aparelho não detectou nada. O objeto não era radioativo e foi transportado até a sede da Comissão Nacional de Energia Nuclear, perto de Goiânia. No início, muitos cuidados, por causa de uma poeira que o material soltava. Mas um especialista em satélites, enviado de São Paulo, explicou que era coisa simples.

“Tem todas as indicações de que seja algo relacionado a tanque de combustível, por exemplo, de um artefato espacial. A casca metálica é de titânio e o reforço externo é de fibra de carbono. Isso é muito comum em satélites”, afirma José Nivaldo Hinckel, tecnologista de propulsão de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

“O fato de o metal ter derretido localmente é indicação clara que isso tenha sido submetido a uma temperatura muito elevada e a temperatura provavelmente causada pelo atrito com a atmosfera durante e reentrada. Essa é uma indicação bem clara de que isso tem origem espacial”, completa.

Como tem origem espacial, outro objeto que despencou em uma região isolada de Mato Grosso do Sul, em 2001.

“Eu peguei a bola, levantei para o rapaz tirar foto e balancei um pouco. Tinha um líquido dentro”, conta o funcionário da fazenda Eduardo Jorge Correa.

Na área hoje existe uma pousada. O lixo espacial, agora brilhando de limpo, virou atração.

“Um objeto desses caindo na nossa propriedade aqui, você vê que fazemos parte de uma coisa que não vai deixar de ser histórica “, diz Paulenir Nogueira de Barros, dono da pousada.

Existe uma chance real de um fragmento de lixo espacial fazer estrago na Terra, não é?

“Com certeza, a providência mais conveniente seria a de mandar mísseis e destruir, reduzindo a pó, todos os satélites já em desuso. Mas são milhares, então isto se tornaria economicamente inviável”, observa o astrônomo da USP Roberto Boczko.

O astrônomo explica que o maior perigo está lá no alto, para os astronautas que navegam em meio a um monte de lixo. Por exemplo: uma luva, perdida pelo astronauta Ed White, em 65, em uma caminhada espacial.

“Uma luva andando a quarenta mil quilômetros por hora lá no espaço, se bater em uma estação espacial, fura. Eu não dormiria tranqüilo”, diz Boczko.

O lixo espacial que cai na Terra geralmente está em altitudes baixas, cerca de quinhentos quilômetros. Nessa região ainda resta alguma atmosfera, que aos poucos vai “segurando” o satélite. Até que um dia ele cai. Muitos queimam quando se aproximam da Terra. Mas outros…

“Às vezes, um tamanho maior acaba conseguindo atravessar a atmosfera inteiro. Imagine um fragmento desses extremamente aquecido caindo em um depósito de combustível. Pode causar uma tragédia razoavelmente grande”, avalia o astrônomo.

Como os oceanos ocupam 75% da Terra, a chance é de 75% de o lixo espacial cair no mar. Quanto aos outros 25%…

“A probabilidade de cair aqui na Terra um que cause algum estrago é pequena, mas existe e não pode ser descartada”, alerta Boczko.





Photoshop na net…

31 03 2008

Versão online gratuita do Photoshop é lançada

O fabricante do popular editor de fotos, Photoshop, lançou nesta quinta-feira uma básica versão online gratuita. A Adobe Systems acredita que, com o lançamento, pode aumentar o reconhecimento do seu software entre os novos consumidores que editam, armazenam e compartilham fotos online.

Enquanto o Photoshop foi desenvolvido para profissionais capacitados, de acordo com a Adobe, o Photoshop Express, que foi lançado numa versão beta, é mais fácil de ser utilizado. Além disso, os comentários dos usuários servirão de base para futuras melhorias no software.

O Photoshop Express será totalmente baseado em web, a fim de que os consumidores possam usá-lo em quaisquer computadores, sistemas operacionais e navegadores. Assim que se registrarem, os usuários poderão acessar suas contas de diferentes computadores.

Softwares baseados em internet têm se tornado cada vez mais populares, e a Adobe sabe que precisa entrar nesse mercado, de acordo com Kathleen Maher, analista da Jon Peddie Research.

Vários tipos de software estão disponíveis em uma tendência conhecida como “software as a service,” ou “cloud computing”. Os primeiros desse tipo foram os emails, mas agora eles incluem serviços que possibilitam a criação e o manuseio de conteúdo e, até mesmo, a operação de todo o sistema. Além disso, eles não requerem upgrades demorados por serem mantidos pelo servidor do fabricante.

O Google já oferece esse tipo de serviço, assim como a Microsoft. Maher afirma que esse é o campo de batalha onde Adobe, Microsoft e Google travarão grandes combates.

O Photoshop está entrando nesse mercado tardiamente. Algumas companhias já solidificaram seu nome no setor, como a solução de armazenamento Shutterfly (há nove anos no mercado), o editor de fotos Picnik e o site de compartilhamento de imagens Photobucket.

De acordo com a Adobe, o Photoshop Express está sendo disponibilizado gratuitamente em parte por marketing, em parte para aumentar as vendas. A empresa espera que alguns clientes migrarão desse software para o Photoshop Elements ou para uma versão de assinatura do Express.

Para Ron Glaz, um analista de pesquisas no IDC, a Adobe precisa fazer isso para se manter forte, afinal, usuários tendem a não mudar para um software com o qual não estão familiarizados. Ele acrescenta que a Adobe está perdendo terreno no mercado, que precisa ter consciência de que o Photoshop pode ser uma solução pra ele. Quanto mais esse mercado cresce e se sofistica, mais dinheiro espera-se que ele gere. “É aquela situação: se não pode vencê-los, junte-se a eles”. Caso a Adobe não proceda dessa forma, a caminhada pode ser extremamente dolorosa.





Teatro mudo…

26 03 2008

Mais um pouco de humor pra uma semana daquelas….