Mandando recado…

29 04 2008

Eike: vai ser brincadeira passar Carlos Slim e Bill Gates

(Fabiano Klostermann)

O empresário Eike Batista afirmou nesta segunda-feira, em São Paulo, que “vai ser brincadeira” ultrapassar Carlos Slim e Bill Gates e se tornar o homem mais rico do mundo. Ele atualmente detém a 142º maior fortuna do planeta, com US$ 6,6 bilhões, segundo a revista americana Forbes. / abre janela
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“O Bill Gates e o Carlos Slim que me segurem. Com o Brasil como plataforma de negócios, vai ser brincadeira (ser o homem mais rico do mundo)”, afirmou. Batista disse ainda que vai manter seus investimentos no País porque acredita que pode ter bons lucros por aqui.

Durante a palestra, o empresário falou um pouco sobre sua carreira de empreendedor, que começou em 1980, como negociador de ouro. Segundo ele, seus empreendimentos não foram construídos apenas em quatro anos, período em que se tornou mais conhecido. “Por trás desses quatro anos, houve 24 anos de muito trabalho”, explicou.

O empresário destacou a colaboração que teve do mercado de capitais, de onde disse ter obtido US$ 5 bilhões desde 1983, para financiar suas “aventuras”.

Como chave para o sucesso, Eike apontou a disposição para investir onde “ninguém imaginava”, obedecendo ao lema “ir aonde ninguém vai. Quase nada é impossível”, um dos muitos citados por ele durante palestra no 1º Seminário de Empreendedorismo do Jovens Líderes Empresariais (JLIDE).

O empresário disse ter “sorte” por ter tido o luxo de investir US$ 500 milhões em empreendimentos que não deram retorno. Sobre seu primeiro projeto de maior porte, uma mina no Amazonas, ele afirmou que só teve êxito porque a reserva era “à prova de idiota”.

“Desconsiderei vários fatores importantes ao investir (nessa primeira mina). Não contava com a logística difícil, não contava com a malária, não contava com a dificuldade de exploração. Dei sorte porque a mina era, como a gente costuma dizer, à prova de idiota”, afirmou.

Eike reforçou ainda mais sua fama de pagador de bons salários ao ser questionado sobre a falta de mão-de-obra qualificada no mercado brasileiro. “Realmente há uma falta de mão-de-obra qualificada. Mas, eu não tenho esse problema. O meu ‘kit felicidade’ atrai quem eu preciso para trabalhar”, disse.

Filho de Eliezer Batista, ministro de Minas e Energia do governo João Goulart e ex-presidente da Vale do Rio Doce, ainda quando ela era estatal, o empresário não deixou de enaltecer e também cutucar o pai. “Deus deu tudo para o meu pai, menos o talento para ganhar dinheiro. Isso ele deixou para os filhos”, disse Eike, arrancando risos da platéia.


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