J&J anuncia lucro em meio à crise…

14 10 2008

Lucro da Johnson & Johnson cresce 30% no 3º trimestre

Portal EXAME

Mesmo em meio à crise financeira, a fabricante de produtos de saúde Johnson & Johnson anunciou hoje, antes da abertura do mercado em Nova York, um aumento de 30% no lucro líquido do terceiro trimestre deste ano, em comparação com o resultado de igual período do ano passado. Além disso, o grupo elevou sua previsão de resultado para o ano. O lucro da empresa passou de US$ 2,55 bilhões (US$ 0,88 por ação) para US$ 3,31 bilhões (US$ 1,17 por ação) entre os períodos. A receita cresceu 6,4% e somou US$ 15,92 bilhões no período de julho a setembro deste ano. Dessa expansão, 3,1 pontos porcentuais resultaram de ganhos provenientes do dólar mais fraco. A depreciação da moeda americana contribuiu para um aumento de 13,1% de suas vendas internacionais, enquanto que nos EUA a expansão foi de apenas 0,4%. A J&J tem respondido ao aumento da concorrência dos medicamentos genéricos implementando cortes de custos, que incluem demissões temporárias e fechamentos de fábricas. A companhia elevou ainda sua previsão de lucro por ação para este ano para algo entre US$ 4,50 e US$ 4,53. Em julho, a Johnson & Johnson havia anunciado estimativa de lucro de US$ 4,45 a US$ 4,50 por ação para o ano. As informações são da Dow Jones.





Crise? Onde?

13 10 2008
Mercado varejista acredita em Natal e 13 salário.

Crise financeira ainda está longe de afetar o varejo

Leda Rosa , Jornal do Brasil

Em 2008, o varejo brasileiro terá uma espécie de “crescimento chinês”. O número ainda não é visível no cenário turbulento da crise, mas os analistas apontam algo pouco acima de 10% no volume de vendas nominais. Embasam a performance – invejada por outros setores da economia mais contundidos pela pancada financeira internacional, como a indústria – os reflexos do crescimento dos últimos meses, especialmente o aumento da massa salarial, do crédito, da renda e a expansão do mercado consumidor.

– Esperávamos 15%, mas, pela crise, ficamos menos otimistas e devemos fechar o ano acima de 10% – diz Juracy Parente, professor da FGV de São Paulo e coordenador do Centro de Excelência em Varejo, da Fundação Getúlio Vargas (GVcev). Para 2009, Parente acredita que o crescimento se mantém, mas em ritmo menor: “perto de 2%”.

– O impacto da crise não é generalizado e é menor do que se imagina – diz Emerson Kapaz, consultor estratégico do Instituto de Desenvolvimento do Varejo (IDV). Ele acredita que o crescimento do setor será pouco menor que 8,5%.

– Mas só este número já é bom, porque está sobre os quase 10% de 2007 – aposta.

Segundo Kapaz, o número encorpado parte do fato de que não sofreram alterações drásticas, pelo menos por enquanto, dois dos tr ês indicadores que balizam o setor: o aumento de salário e renda, o índice de confiança do consumidor e o crédito.

– Só o crédito foi afetado, especialmente o dos carnês, que representam uma fatia menor do varejo – destaca.

A sazonalidade do último trimestre também eleva as expectativas.

– As compras para o Natal já estão feitas, não houve mudanças – complementa.

Comprovando o bom momento, nos supermercados – que formam o maior setor do varejo em volume de vendas, com 30% do total – os negócios vão muito bem. O crescimento do faturamento em 2008 deve ficar acima de 8%.

Reflexos nos importados

– O impacto da crise é muito pouco. Não houve diferença nos produtos do Dia das Crianças. Para o Natal, a única alteração deve ficar por conta dos produtos importados que começam a entrar esta semana e, com a flutuação do dólar, vamos ter alguns reflexos – diz Sussumu Honda, presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que critica o governo face à crise. – Demorou um pouco para tomar decisões, mas agora é vital definir como o dólar vai ficar.

Nem o crédito, vilão-chefe do pânico global, ameaça o sono do executivo. Mesmo apostando na sua restrição no primeiro trimestre de 2009, Honda não se abala, pois 70% de tudo o que entra nos caixas do setor vêm de itens de alimentação, higiene pessoal e limpeza, vendas feitas na imensa maioria à vista.

A Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) também não vê problemas até o Natal, devido ao aumento da massa salarial que compensa a redução de crédito, além da sazonalidade do período.

– Em 2009, no cenário mais provável, com 75% de chance de se tornar real, o varejo terá crescimento zero, mantendo o volume de vendas e com boas chances de os supermercados terem um ano ainda melhor que 2008 – diz Altamiro Carvalho, assessor econômico da Fecomercio. – Porque se o consumo dos itens mais caros tende a cair, o dos alimentos e vestuário deve aumentar.

O cenário pessimista traçado pela entidade, com 5% de possibilidade, aponta queda de 4% e o mais otimista, tem os 20% restantes e traz crescimento de 2%.

Apenas o comportamento do consumidor determinará o horizonte do varejo nacional.

– Ainda não dá para saber como será o ano de 2009, estamos no meio da turbulência e há um forte fator irracional no mercado. O quarto trimestre não vai ser tão bom quanto poderia. Não é tão bom quanto a tendência que apontava, mas ainda será excelente na comparação com o cenário externo – avalia Sílvio Laban, vice-coordenador do GVcev.





Londres 2012, com sérias restrições orçamentárias…

13 10 2008

A crise financeira global começa a ganhar eco no mundo esportivo e faz sua primeira “vítima”: os Jogos Olímpicos de Londres. Os organizadores do evento anunciaram um déficit de US$ 439,2 milhões devido ao financiamento da Vila Olímpica e informaram que enfrentam dificuldades para obter crédito privado para desenvolver os projetos de infra-estrutura.

Até o momento, o caos econômico era tratado apenas como um “fantasma” que rondava o esporte sem, no entanto, causar danos efetivos a nenhuma competição ou categoria. O anúncio do comitê organizador de Londres 2012 deve mudar esse cenário.

“A crise está golpeando os Jogos, mas nós estamos tentando protegê-lo. No entanto, existem fatores que nós não podemos controlar. A Vila e o centro de transmissões estavam planejados em um contexto econômico determinado e tiveram de se adaptar a outro”, disse John Armitt, presidente da entidade inglesa.

Sem saída, o comitê deve recorrer ao fundo de emergência do governo para pagar a construção dos alojamentos dos atletas e do centro de imprensa. As obras, orçadas em 1 bilhão de libras, estão sendo conduzidas pela Land Lease, que tem enfrentado problemas para conseguir empréstimos bancários.

No futebol, a Uefa afirmou que os clubes fortemente endividados podem ser excluídos das próximas copas européias. O cerco foi apertado após a Federação Inglesa (FA) ter divulgado que suas equipes devem, no total, 3,8 bilhões de euros, incluindo os poderosos Chelsea (792 mi de euros), Manchester United (772 mi de euros) e Arsenal (343 mi de euros).

“A medida é absolutamente possível, mas adotaríamos todos os modos de comunicação e advertências antes de chegar a esse extremo”, destacou David Taylor, secretário geral da Uefa.

A crise, porém, só respingou em Liverpool e Manchester United até agora. O primeiro teve de adiar a construção do novo estádio, enquanto que o time de Cristiano Ronaldo viveu o temor de perder seu principal patrocinador, a American Insurance Group (AIG), que esteve à beira do colapso, mas foi salva por um investimento de US$ 85 bilhões do banco central dos Estados Unidos.

Na Espanha, os especialistas apontam para as camisetas “brancas” de Racing Santander, Almeria, Betis, Deportivo La Coruña, Málaga e Mallorca para explicar os efeitos da crise na Liga. Já os italianos temem a venda da Roma caso a UniCredit, afetada pelas turbulências, exija da família Sensi, proprietária do clube, o pagamento de uma cota de 176 milhões de euros até dezembro. A dívida total é de 362 milhões de euros.

Nesse panorama, até a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), tem tomado suas precauções. O presidente da entidade, Max Mosley, se reuniu na última quarta-feira com Luca di Montezemolo, dono da Ferrari e dirigente da Associação de Equipes da Fórmula 1 (Fota), para analisar os próximos passos da categoria.

“Desde antes da atual crise, está claro que a F-1 é insustentável. É uma situação muito séria. Acabaram os dias em que se podiam gastar 100, 200 ou 300 milhões de euros por ano”, avaliou Mosley, sinalizando para uma redução significativa e urgente dos gastos para a próxima temporada.

Segundo a revista “Formula Money”, as escuderias gastaram US$ 1,6 bi em 2008, US$ 130 mi a mais do que em 2007. Neste ano, a Super Aguri teve de se retirar da categoria após não conseguir patrocínio para disputar o Mundial.

“A gente acredita que o esporte seguirá independentemente do que aconteça no mundo econômico. Nunca aprendemos com os nossos erros e gastamos mais e mais”, disse Flavio Briatore, diretor da Renault.

Na última segunda-feira, considerada por especialistas como uma reedição da “segunda-feira negra” da crise de 1987, o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York teve queda de 504 pontos. Em meio ao caos, jogadores e ex-jogadores da NBA, de acordo com estimativa do investidor William Diamond, perderam, no mínimo, US$ 100 mi em ações.

Entenda a crise:

A derrocada financeira global teve início nos EUA em março de 2007, com a crise do “subprime”, como é chamada a modalidade de empréstimos de segunda linha no país. Com o aquecimento do mercado imobiliário, as financeiras americanas passaram a confiar de modo excessivo em pessoas que não tinham bom histórico de pagamento de dívidas.

O bom momento econômico de então, com taxas de juros baixas no país e boas condições de financiamento, fez os americanos se endividarem para comprar imóveis. Os bancos decidiram transformar os empréstimos hipotecários em papéis e venderam a outras instituições financeiras, culminando em uma perda generalizada. Alguns dos maiores bancos do país anunciaram prejuízos bilionários e tiveram de ser socorridos.

As conseqüências da crise do “subprime” têm se propagado nos mercados financeiros americanos e mundiais. Nos nove primeiros meses do ano, os principais índices perderam mais de 25%. A crise se agravou no início de outubro com quedas diárias de quase 10% em vários mercados mundiais.





Mandando recado…

29 04 2008

Eike: vai ser brincadeira passar Carlos Slim e Bill Gates

(Fabiano Klostermann)

O empresário Eike Batista afirmou nesta segunda-feira, em São Paulo, que “vai ser brincadeira” ultrapassar Carlos Slim e Bill Gates e se tornar o homem mais rico do mundo. Ele atualmente detém a 142º maior fortuna do planeta, com US$ 6,6 bilhões, segundo a revista americana Forbes. / abre janela
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“O Bill Gates e o Carlos Slim que me segurem. Com o Brasil como plataforma de negócios, vai ser brincadeira (ser o homem mais rico do mundo)”, afirmou. Batista disse ainda que vai manter seus investimentos no País porque acredita que pode ter bons lucros por aqui.

Durante a palestra, o empresário falou um pouco sobre sua carreira de empreendedor, que começou em 1980, como negociador de ouro. Segundo ele, seus empreendimentos não foram construídos apenas em quatro anos, período em que se tornou mais conhecido. “Por trás desses quatro anos, houve 24 anos de muito trabalho”, explicou.

O empresário destacou a colaboração que teve do mercado de capitais, de onde disse ter obtido US$ 5 bilhões desde 1983, para financiar suas “aventuras”.

Como chave para o sucesso, Eike apontou a disposição para investir onde “ninguém imaginava”, obedecendo ao lema “ir aonde ninguém vai. Quase nada é impossível”, um dos muitos citados por ele durante palestra no 1º Seminário de Empreendedorismo do Jovens Líderes Empresariais (JLIDE).

O empresário disse ter “sorte” por ter tido o luxo de investir US$ 500 milhões em empreendimentos que não deram retorno. Sobre seu primeiro projeto de maior porte, uma mina no Amazonas, ele afirmou que só teve êxito porque a reserva era “à prova de idiota”.

“Desconsiderei vários fatores importantes ao investir (nessa primeira mina). Não contava com a logística difícil, não contava com a malária, não contava com a dificuldade de exploração. Dei sorte porque a mina era, como a gente costuma dizer, à prova de idiota”, afirmou.

Eike reforçou ainda mais sua fama de pagador de bons salários ao ser questionado sobre a falta de mão-de-obra qualificada no mercado brasileiro. “Realmente há uma falta de mão-de-obra qualificada. Mas, eu não tenho esse problema. O meu ‘kit felicidade’ atrai quem eu preciso para trabalhar”, disse.

Filho de Eliezer Batista, ministro de Minas e Energia do governo João Goulart e ex-presidente da Vale do Rio Doce, ainda quando ela era estatal, o empresário não deixou de enaltecer e também cutucar o pai. “Deus deu tudo para o meu pai, menos o talento para ganhar dinheiro. Isso ele deixou para os filhos”, disse Eike, arrancando risos da platéia.





Viagem lucrativa…

18 03 2008

Empresas de turismo faturam R$ 34,1 bi, alta de quase 15%

(Folha Online)

O faturamento das 92 maiores empresas do setor turístico somou R$ 34,1 bilhões em 2007, crescimento de 14,8% frente ao que fora verificado no ano anterior. A informação está na 4ª Pesquisa Anual de Conjuntura Econômica do Turismo, divulgada nesta segunda-feira pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e pelo Ministério do Turismo. A perspectiva, segundo as empresas consultadas, é que esse resultado permaneça em ascensão em 2008. A projeção, para este ano, é que o faturamento dessas companhias aumente, em média, 16,7%.

Para a ministra Marta Suplicy (Turismo), o resultado demonstra que a criação do ministério, no início do primeiro mandato de Lula, em 2003, foi uma política acertada. Marta ressaltou o fato de o orçamento do ministério ter subido para R$ 2,5 bilhões em 2008, ante R$ 1,8 bilhão de 2007. Ainda de acordo com Marta, 99% do orçamento do ano passado foi executado.

“O setor não está olhando para trás e está focando à frente. Diria que o setor vai de vento em popa”, afirmou a ministra, durante a divulgação da pesquisa.

A alta no faturamento das empresas do setor turístico foi acompanhada pelo ritmo de contratações. O quadro de pessoal dessas empresas aumentou, em média, 23,5% em relação a 2006. Para 2008, os empresários consultados indicam que as contratações crescerão, em média, 8,5% no setor.

O único segmento que não registrou alta no faturamento foi o de agências de viagens. Segundo o coordenador de turismo da FGV, Luiz Gustavo Barbosa, isso ocorreu em função das quedas dos preços praticados no setor turístico, já que essas empresas trabalham com comissões sobre as vendas.

O dólar desvalorizado fez com que o aumento de turistas estrangeiros no Brasil em 2007 desacelerasse. Foram 5,2 milhões no ano passado, apenas 8 mil a mais do que o constatado em 2006. Marta Suplicy ressaltou que, ao mesmo tempo que o número de turistas estrangeiros teve um aumento pouco significativo, a entrada de divisas por parte dos visitantes aumentou.

“Estão vindo turistas que ficam mais tempo e que gastam mais”, afirmou.

Luiz Gustavo Barbosa explicou também que as empresas que recebem estrangeiros vêm sofrendo um impacto maior. Essas companhias vendem em dólar e têm custos em real. Com o volume de turistas estrangeiros praticamente estável, Barbosa afirmou que, a exemplo do restante da economia, o mercado doméstico foi o propulsor do turismo em 2007.

“De 2005 para cá, os desembarques em vôos domésticos passaram de 30,5 milhões para 50 milhões. E a perspectiva é que esse crescimento continue”, observou.

Entre as empresas entrevistadas estão agências de viagens, companhias aéreas, hotéis e operadoras de turismo.

Marta Suplicy disse também que pretende intensificar a promoção do Brasil nos Estados Unidos. Os americanos só perdem dos argentinos em número de visitantes no Brasil. Na esteira da visita da secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, Marta Suplicy destacou que pretende vender a imagem do Brasil para os afro-descendentes americanos.





Home Broker via celular…

11 02 2008

Itaú lança serviço de compra e venda de ações pelo celular

Investidores também poderão acompanhar as cotações em tempo real

(EXAME )

A Itaú Corretora lançou nesta sexta-feira (8/2) o primeiro serviço de compra e venda de ações pela internet via telefone celular. Batizada de mobile broker, a ferramenta possibilita, ainda, a consulta em tempo real das cotações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).

Para ter acesso ao serviço, o investidor precisa se cadastrar no site da Itaú Corretora – da qual já deve ser cliente – e dispor de um aparelho celular com suporte HTML simplificado (Blackberry, MotoQ, HTC, iPhone e similares). O mobile broker é gratuito e não há a necessidade de instalação de aplicativos no celular para que o sistema funcione. O acesso é feito a partir do celular pelo endereço www.itautrade.com.br/mobile.

De acordo com o presidente da Itaú Corretora, Roberto Nishikawa, estima-se que 15% dos clientes da corretora utilizem o serviço já nas primeiras semanas de operação. O serviço de home broker da corretora conta hoje com 50.000 clientes ativos e, em 2007, registrou aumento de 224% no volume de transações, totalizando 5,7 bilhões de reais.





Varejo entra em 2008 com o pé direito…

30 01 2008

Vendas do setor de supermercados sobem 5,92% em 2007

(Valor Econômico)

SÃO PAULO – O setor supermercadista brasileiro encerrou 2007 com aumento real de 5,92% nas vendas. De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), esse foi o melhor desempenho dos últimos cinco anos. Em termos nominais, o crescimento foi de 9,80%.

Houve expansão real de 4,47% nas vendas no mês final do ano passado ante dezembro de 2006.

Na avaliação da entidade, o desempenho registrado se deveu ao aumento da renda e do emprego, além da farta oferta de crédito ao consumo. A Abras também mencionou a elevação dos preços dos alimentos, que justificou um ganho real para o setor.

FrustraçãoMas, apesar de as vendas dos supermercados brasileiros terem apresentado em 2007 o maior aumento percentual dos últimos cinco anos, o resultado ficou abaixo das estimativas da Abras, que previa uma alta de 6,5% sobre o ano de 2006, quando o setor amargou uma queda de 1,65% nos ganhos.

A previsão não se confirmou por causa do desempenho do mês de dezembro, quando as vendas em supermercados cresceram 4,47% em relação ao mesmo mês do ano anterior, menor do que a variação vista em novembro, de 4,76% . Segundo Sussumu Honda, como as encomendas das indústrias apontavam alta de cerca de 10% no período, as previsões para os supermercados foram nessa linha.

A frustração pode ser explicada por um conjunto de fatores, desde econômico – justificado pela elevação de preços que pode ter inibido o consumo – até algumas mudanças de comportamento, como a baixa no consumo de aves, como peru, e outros itens típicos do período de Natal e Ano Novo.

Para Honda, é fato que muitas famílias têm aproveitado o período de festas, sobretudo após o dia 25 de dezembro, para viajar. Houve ainda houve aumento também das refeições feitas fora do lar. Assim, embora os pedidos para a indústria alimentícia tenham sido fortes, as vendas foram mais pulverizadas para outros canais além de supermercados, como os restaurantes.

Além disso, em 2007 houve um aumento real de 12,65% no preço da cesta AbrasMercado, formada por 35 produtos de largo consumo em supermercados, incluindo bebidas. O conjunto de itens passou de R$ 196,47%, para R$ 231,20, com alta nominal de 17,68%. Só no mês de dezembro o aumento real foi de 2,81% em relação a novembro. Foi uma alta forte e pode ter afetado (as vendas), disse o dirigente hoje, durante apresentação dos números do setor em São Paulo.






Mais cerveja…

25 01 2008

Carlsberg e Heineken compram cervejeira inglesa por US$ 15,3 bi

(Folha Online)

A direção da Scottish & Newcastle –uma das principais indústrias cervejeiras da Inglaterra– aceitou nesta sexta-feira uma oferta de compra feita por duas gigantes do setor: a dinamarquesa Carlsberg e a holandesa Heineken.

Depois de rejeitar duas ofertas, a Scottish & Newcastle aceitou a proposta de 800 pences (US$ 15,68) por ação. Com isso, a compra sairá por 10,4 bilhões de euros (US$ 15,3 bilhões), informaram as companhias.

O preço da compra embute um prêmio de 50,7% sobre o valor da ação em 28 de março de 2007 –o dia anterior às primeiras especulações sobre a aquisição.

Após concretizada a compra, os ativos da Scottish & Newcastle serão divididas entre as duas empresas compradoras.

A Carlsberg ficará com a Baltic Beverages –que opera 19 marcas e é líder em vendas de cervejas na Rússia, países bálticos e Casaquistão, além da terceira posição na Ucrânia–, além das operações da Scottish & Newcastle na França, Grécia e China.

Já a Heineken ficará com as demais operações –que inclui alguns dos principais mercados da Scottish & Newcastle, como a Inglaterra, Estados Unidos e Índia.

O mercado acredita que não haverá problemas na aprovação da aquisição por parte dos órgãos reguladores da União Européia, Estados Unidos, Rússia e Ucrânia.

A Scottish & Newcastle não tem forte presença no Brasil, mas algumas de suas marcas (Foster’s, Kronenbourg 1664 e Newcastle Brown Ale) podem ser encontradas em casas especializadas.





Carros indianos no Brasil….

24 01 2008

Montadora indiana inicia produção no Brasil

(AgênciaEstado)

Uma das maiores montadoras da Índia, a Mahindra anunciou ontem sua entrada oficial no mercado brasileiro. Os primeiros veículos com DNA indiano estão sendo produzidos na Zona Franca de Manaus, graças a uma parceria com o grupo nacional Bramont, que também monta motocicletas. A Bramont investiu R$ 30 milhões na linha de montagem, com capacidade de produção de 200 unidades por mês. A Mahindra entrou com a tecnologia, baseada em custos enxutos de produção e preços mais baixos.

Os primeiros modelos da Mahindra começaram a chegar às concessionárias no fim do ano passado, depois de meses de atraso. São duas picapes e um utilitário esportivo, com preços entre R$ 70 mil a R$ 85 mil. Segundo o diretor-comercial José Francisco de Oliveira Neto, a escolha pelos modelos visa atender a um nicho de mercado no Brasil. “Vamos atuar em um segmento que cresce acima da média no País, porém com preços mais competitivos que nossos concorrentes”. Os executivos da empresa descartaram a possibilidade de produzir no Brasil os chamados veículos ultrabaratos – como o modelo de US$ 2,5 mil fabricado pela também indiana Tata.

Por enquanto, apenas 11 concessionárias no País comercializam os modelos. A meta é chegar a 32 no fim do ano e aumentar a produção mensal para 300 unidades. Segundo o presidente da Bramont, Eduardo de Castro Filho, que trouxe os indianos para o Brasil, os veículos terão índice de nacionalização (porcentual de peças nacionais no produto final) de 49%, podendo chegar a 70% nos próximos três anos.





Vende-se imagens…

22 01 2008
Empresa de fotos Getty Images estaria à venda, segundo NYT

(WASHINGTON /AFP)

A agência de fotografias Getty Images, a mais importante fornecedora do mundo de fotos e vídeos, está à venda por uma quantia que poderá chegar a mais de 1,5 bilhão de dólares, informou nesta segunda-feira o jornal americano The New York Times.

Citando fontes anônimas, o periódico afirma que a Getty contratou os serviços do Goldman Sachs – um dos mais antigos e prestigiados banco de investimento do mundo – para que forneça assessoria para a transação.

“Não comentamos rumores”, limitou-se a responder a Getty Images, consultada pela AFP em Londres.

Os potenciais compradores são fundos de investimentos como Kohlberg Kravis Roberts ou Bain Capital, assinala o New York Times, que afirmou também que as ofertas serão aguardadas até o final de janeiro.

A Getty Image foi fundada em 1995 na cidade americana de Seattle e vem aumentando seu tamanho através de uma série de aquisições.

Entre seus principais clientes figuram agências de publicidade e grupos de mídia. A empresa é sócia da AFP para distribuição e produção de fotos na Grã-Bretanha, França e nos Estados Unidos.