E a Sra. Internet ganha espaço…

29 04 2008

Links patrocinados são o mantra das empresas

(INFO Online)

O que empresas automobilísticas, de bebidas e bancos têm em comum? Investimentos crescentes em marketing online baseado em links patrocinados. Na mesa redonda A Experiência das Empresas: A Internet a Serviço das Grandes Marcas, realizada durante o Seminário INFO Marketing de Busca Para Quem Busca Resultados, executivos do Bradesco, Fiat, Ford e Pepsi comentaram a atuação de suas empresas na web.

Luca Cavalcanti, diretor de marketing do Bradesco, diz que o banco conta com um orçamento de 15 milhões de reais para a publicidade online. Com 1,4 milhão de visitantes diários em seu site, ele destaca a importância das classes C e D como um público-alvo que deve merecer atenção especial.

Gustavo Siemsen, diretor de marketing Pepsi Brasil, destacou a grande disparidade entre o nível de atenção que as mídias online recebem do consumidor e o montante investido pelas empresas para atingir esse consumidor. Sem revelar cifras, Siemsen afirma que, pelo menos na Pepsi, o quadro começa a mudar. Os recursos para publicidade online saltaram de 5% para 11% do orçamento de marketing da companhia.

Jorge Stelmach, gerente de desenvolvimento de negócios da Ford na América do Sul, e João Ciaco, diretor de marketing da Fiat, reforçaram a importância da web na mudança de comportamento do consumidor. Segundo eles, 70% dos clientes passam pelos sites das montadoras antes de fechar a compra pessoalmente nos pontos de venda.

Com 11% do orçamento de publicidade direcionado para internet, a Fiat chegou até a desenvolver uma campanha iniciada na internet móvel, a do Super Punto. A estratégia foi baseada em pesquisas que indicavam um alto grau de interesse em tecnologia no público-alvo da empresa para esse modelo.





E continua a novela Yahoo!…

18 03 2008

Google diz que negócio Microsoft-Yahoo! põe em risco a abertura da internet

Folha Online

O executivo-chefe do Google, Eric Schmidt, disse nesta segunda-feira (17) ter dúvidas de que a Microsoft vá respeitar a “abertura da internet”, caso consiga comprar o Yahoo!. Ele disse estar preocupado com manutenção do livre fluxo de dados na rede.

“Nós deveríamos esperar que qualquer coisa que eles [a Microsoft] fizessem estaria de acordo com a abertura da internet, mas eu duvido disso”, afirmou Schmidt, durante conversa com jornalistas na China. Ele citou como exemplo a “história da Microsoft” e “as coisas que eles têm feito e que são tão difíceis para todo mundo”, mas não deu maiores detalhes.

No fim de fevereiro, a CE (Comissão Européia, órgão executivo da União Européia), multou a Microsoft em 899 milhões de euros (cerca de R$ 2,4 bilhões) por não cumprir as obrigações determinadas em 2004 para corrigir violações às regras de concorrência.

A comissão afirma que a empresa norte-americana cobrou preços excessivos a seus concorrentes para ceder informações essenciais sobre seus softwares, a fim de que outras empresas fabricassem produtos compatíveis.

“Influência ilegal”

Principal alvo da Microsoft com a possível compra do Yahoo!, o Google já havia afirmado que o negócio suscita questões “perturbadoras”. Em um post publicado em fevereiro em seu blog corporativo, a empresa questiona se a Microsoft pode “estender para a internet o mesmo tipo de influência ilegal e inapropriada que mantém sobre os PCs”.

Na mensagem, assinada por David Drummond, vice-presidente de Desenvolvimento Corporativo e conselheiro jurídico do Google, a companhia afirma que o negócio é “mais que uma simples transação financeira, uma empresa comprando a outra”.

“Enquanto a internet premia inovação competitiva, a Microsoft procurou estabelecer monopólios –e então usar sua dominação para novos mercados adjacentes”, afirma o executivo.

Batalha

No dia 7 de março, o presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, prometeu que sua empresa ganhará mercado diante do Google na publicidade on-line e nas buscas da web, mesmo que isso seja a última coisa que ele faça no comando do grupo. A compra do Yahoo! seria uma forma de alavancar o processo.

“No mercado on-line é só Google, Google, Google, mas estamos no jogo. Somos aquele cara pequeno mas persistente que ganha vindo de trás”, afirmou Ballmer.

As negociações entre o Yahoo! e a Microsoft já se arrastam desde o início de fevereiro. A empresa de Bill Gates fez uma oferta equivalente a US$ 44,6 bilhões, que foi rejeitada pelo conselho de diretores do Yahoo!. Agora, a Microsoft deve fazer sua proposta diretamente aos acionistas.





Internet no alvo das empresas…

17 03 2008

Empresas querem maior presença na internet

Com métricas pouco precisas e modelos de negócios indefinidos, a Internet fica para trás na corrida pelas verbas publicitárias que os anunciantes dedicam à divulgação de suas marcas. Se depender da vontade dessas empresas, no entanto, esse cenário pode mudar, já que eles têm buscado compreender o comportamento dos usuários dessa mídia, para utilizá-la de maneira eficiente, em conjunto com as agências de publicidade.

Essa disposição para adotar a internet como meio de comuncação esteve presente durante os painéis realizados no Proxxima 2008 – Encontro Internacional de Comunicação Digital, evento que termina nesta quarta-feira, em São Paulo.

O exemplo mais claro da percepção dos anunciantes em relação a internet foi dado por Leonardo Byrro, da Skol, que contou que uma experiência para conhecer os hábitos do consumidor, chamada por ele de safari, “abriu os olhos” da empresa para a web.

“Passamos algum tempo com jovens de 19 anos, da Cidade de Deus, Rio de Janeiro, e perguntamos a eles sobre seus hábitos de TV. Eles disseram que só assistem TV para ver os jogos do Flamengo”, observa Byrro. “Ao mesmo tempo, é um jovem que tem celular e sempre encontra um jeito de acessar a Internet e utilizar ferramentas como o messenger”, diz.

Segundo Byrro, foi depois dessa pesquisa que a Skol aumentou o percentual da verba de mídia destinada a internet de 1% para 5%, em um período de cerca de dois anos. Com uma campanha interativa, o site da empresa saiu de 200 mil para 1,4 milhão de page views.

“Quem quer se reaproximar do consumidor hoje tem de entender como a sua marca se encaixa nesse comportamento”, explica. “Mudamos a nossa forma de fazer campanhas. Agora, a primeira coisa na qual pensamos é qual é o comportamento do consumidor nessas novas mídias”, conclui.





MSN fora do ar…

27 02 2008

MSN sofre pane e Microsoft não sabe o motivo
O Windows Live Messenger (antigo MSN Messenger), serviço de mensagens instantâneas da Microsoft, sofreu uma pane nesta terça-feira (26). Usuários de várias partes do mundo tiveram dificuldades para se conectar ao serviço e alguns deles nem ao menos conseguiram usá-lo. O serviço, que é ainda chamado de MSN pela maioria das pessoas, tem mais 34 milhões de usuários no Brasil, o que equivale a cerca de 85% do total de internautas. No mundo, são 300 milhões de usuários.

A Microsoft não informou a causa do problema. “Estamos informados de que alguns usuários estão encontrando dificuldades para acessar os serviços do Windows Live (Hotmail e Messenger)”, disse, em nota, Priscyla Alves, gerente de marketing da Microsoft Brasil. “Estamos investigando ativamente a causa e também trabalhando para tomar as medidas necessárias para resolver esta situação o mais rápido possível. Pedimos desculpas por qualquer inconveniente causado aos nossos usuários.” O Hotmail, correio eletrônico gratuito da Microsoft, também enfrentou problemas. Existem 30 milhões de contas de e-mail ativas no País.

Os serviços de mensagens instantâneas permitem que as pessoas conversem, trocando mensagens de texto. O MSN também tem recursos de voz e de vídeo, possibilita que um usuário envie arquivos para outro e até que seus usuários desafiem uns aos outros em jogos eletrônicos.

O Messenger é o serviço de mensagens instantâneas mais popular do Brasil. Em outros mercados, como o americano, sofre concorrência forte do Yahoo! Messenger, do AOL Instant Messenger e do Google Talk. Segundo o Ibope/NetRatings, o Windows Live e o MSN foram usados por 82% dos brasileiros que têm internet em casa, em janeiro deste ano.

O Yahoo! Messenger tem cerca de 93 milhões de usuários. Quem usa o serviço de mensagens instantâneas do Yahoo consegue conversar com usuários da Microsoft, pois os sistemas são integrados. O Yahoo informou que não houve registro de nenhum problema com os usuários do Yahoo.

Hoje, a Microsoft Brasil havia anunciado uma primeira página nova para seu portal MSN Brasil, integrada com o Windows Live, do qual fazem parte o Messenger e o Hotmail. Segundo o Ibope/NetRatings, 35% dos internautas brasileiros visitam o endereço em um mês. Também fazem parte do Windows Live, o Spaces (serviço de blogs e rede social) e o Soapbox (serviço de compartilhamento de vídeos).

A Microsoft enfrenta hoje um desafio: migrar do modelo de licenças de software para o de serviços via internet, para enfrentar concorrentes como o Google. Foi por causa disso que a empresa fez uma oferta de US$ 44,6 bilhões pelo Yahoo, que foi rejeitada. A força do Google está nos serviços gratuitos, sustentados pelos chamados links patrocinados, pequenos anúncios de texto que aparecem ao lado dos resultados das buscas e das páginas de conteúdo de parceiros.





As cifras da mídia

18 02 2008

Casas Bahia e Unilever ampliam liderança

Ibope Monitor divulga ranking dos maiores anunciantes e soma em R$ 51 bilhões o investimento na mídia

(M&M)

O ranking do Ibope Monitor com os anunciantes que mais compraram mídia em 2007 mostra que os dois líderes se distanciaram ainda mais no pelotão da frente. Casas Bahia continua imbatível no posto de maior investidora em mídia, somando R$ 2,765 bilhões, alta de 32% em relação ao ano anterior. A segunda colocada, Unilever, foi a empresa que apresentou a maior alta entre as líderes, avançando 70% e atingindo R$ 1,423 bilhão.

Entre as surpresas está a movimentação da Caixa Econômica Federal, que, com alta de 55%, somou R$ 582 milhões, subindo da sétima para a terceira posição. A Colgate-Palmolive é outra empresa que aumentou consideravelmente sua presença na mídia, em 54%.

O Ibope Monitor totalizou em R$ 51 bilhões o investimento em mídia no ano passado, o que representa alta de 30% em relação aos R$ 39 bilhões de 2006. Entretanto, o instituto reconhece que aproximadamente 10% desse valor se deve às mudanças em sua metodologia que aumentou de 29 para 37 as praças pesquisadas.

Visando dar maior precisão aos valores de investimento em mídia, o Ibope passou a considerar as veiculações nas salas de cinema de dez cidades, aumentou de 21 para 77 as emissoras de rádio monitoradas e adicionou mais oito mercados de TV aberta (Campo Grande, Cuiabá, Goiânia, João Pessoa, Manaus, Natal, São Luiz e Teresina). Com isso, enquanto os dados de 2006 se referem a 29 praças de TV aberta, os de 2007 incluem 37. Os outros meios aferidos são revista, jornal, outdoor e TV por assinatura.

O levantamento, que considera os valores de tabelas dos veículos, sem levar em conta os descontos normalmente negociados com agências e anunciantes, não apresenta mudanças significativas na divisão do bolo publicitário brasileiro no ano passado. A soberana TV aberta avançou um ponto, fechando com 50% do total, assim como o rádio, que agora detém 4%. Jornal emagreceu dois pontos, ficando com 29%. O cinema estreou no estudo com 1%, enquanto a já minguada verba de outdoor foi nocauteada pelo Cidade Limpa, da capital paulista, sendo reduzida a 0,1%. Revistas (9%) e TV por assinatura (8%) mantiveram os percentuais de 2006.

Veja, a seguir, a tabela com os 30 maiores anunciantes de 2007, que respondem por 27% do investimento publicitário total aferido no ano.

Maiores anunciantes

Investimento em R$ mil

 

Anunciante

2007

2006

1

Casas Bahia

2.765.590

2.093.896

2

Unilever

1.423.110

835.418

3

Caixa Econômica Federal

581.703

373.941

4

Ambev

537.030

481.207

5

Ford

512.203

363.404

6

Fiat

493.091

410.238

7

General Motors

441.208

416.151

8

Vivo

435.623

300.323

9

Claro

405.957

288.856

10

Colgate-Palmolive

401.016

260.495

11

Petrobras

396.250

347.453

12

Bradesco

389.464

312.962

13

Banco do Brasil

373.151

333.902

14

Ponto Frio

367.425

292.125

15

Grupo Pão de Açúcar

364.520

399.112

16

Volkswagen

349.132

243.504

17

Coca-Cola

333.264

225.207

18

Insinuante

300.533

235.166

19

Peugeot Citroën

319.694

222.320

20

Itaú

296.508

302.332

21

Kaiser

296.234

167.289

22

DM Farmacêutica

292.531

217.395

23

TIM

275.113

258.855

24

Cyrela

263.377

197.696

25

HSBC

258.627

152.758

26

Reckitt Benckiser

254.156

114.589

27

Avon

250.239

131.025

28

Hyundai Caoa

247.634

132.419

29

UOL

247.318

140.001

30

Telefônica

231.244

232.183

Bases utilizadas: 2007 – Monitor Evolution, 37 mercados; 2006 – Monitor Plus, 29 mercados. Descontadas campanhas públicas de anunciantes governamentais, mídia interna, infomercial, televendas, veículos e empresas exclusivas de grupos de comunicação.





Mais capítulos da novela Yahoo!…

14 02 2008

Yahoo! negocia acordo com a News Corp., dona do MySpace

(Folha Online)

O Yahoo! está negociando a formação de uma aliança com a News Corp, do magnata Rupert Murdoch, em uma tentativa de afastar a Microsoft ou obrigar a empresa de Bill Gates a aumentar o valor da oferta que fez pela empresa.

Na segunda-feira (11), o Yahoo! recusou oficialmente a oferta de compra feita pela Microsoft no valor de US$ 44,6 bilhões (R$ 78,18 bilhões). Agora, a empresa está buscando meios de se defender contra a oferta hostil da companhia fundada por Bill Gates, que agora deve fazer a proposta diretamente aos acionistas do Yahoo!.

Segundo uma fonte da agência Associated Press, o acordo ainda está sendo costurado, mas a idéia é fundir o MySpace e outros serviços on-line da News Corp. com o Yahoo!. De acordo com o “The Wall Street Journal”, a companhia de Murdoch pode ficar com uma fatia de mais de 20% do Yahoo!.

A publicação informa que as empresas negociam uma aliança há 18 meses, mas que o acordo não foi firmado por discordâncias a respeito do valor do MySpace –essa quantia interfere no negócio, já que determina qual participação a News Corp. terá no Yahoo!. O portal de relacionamentos tem um valor de mercado de US$ 6 bilhões a US$ 10 bilhões.

O negócio permitiria que o Yahoo! permanecesse independente e que a News Corp. tivesse controle sobre diversos serviços de internet e oportunidades na área de publicidade on-line.

Esta é mais uma das opções buscadas pelo Yahoo! para se desvencilhar da Microsoft. Também há informações de que a empresa pode retomar as conversas com a AOL, do grupo Time Warner, para uma possível fusão. Também não está descartada a formação de parcerias com o Google ou a Disney.

Recusa

No comunicado em que anunciou a recusa da proposta da Microsoft, o Yahoo! não fechou totalmente as portas para uma nova proposta. A nota diz que “o conselho de diretores avalia continuamente todas as suas opções estratégicas” e que “continua comprometido em buscar iniciativas que maximizem os ganhos de todos os acionistas”.

Caso concretizado, o negócio seria o segundo maior envolvendo empresas da internet, superado justamente pela fusão da AOL com a Time Warner (US$ 182 bilhões), em 2000, antes do estouro da bolha do setor.

A oferta ocorreu na mesma semana em que o Yahoo! anunciou a demissão de mil empregados, o que representa 7% de seu quadro de funcionários. A companhia ganhou US$ 660 milhões em todo 2007, praticamente metade do que o Google lucrou no último trimestre do ano passado: US$ 1,21 bilhão –resultado que foi considerado decepcionante.





E a novela Yahoo! continua…

12 02 2008

Yahoo! estuda negociar fusão com a AOL, diz jornal

(Folha Online)

Depois de rejeitar a proposta de US$ 44,6 bilhões da Microsoft, o Yahoo! pode retomar as conversas com a AOL para uma possível fusão entre as empresas. Também não está descartada a formação de parcerias com o Google ou a Disney.

Segundo o jornal britânico “The Times”, a idéia é criar meios de se defender contra a oferta hostil da empresa fundada por Bill Gates, que agora deve fazer a proposta diretamente aos acionistas do Yahoo!

Com a recusa para a proposta da Microsoft, o Yahoo! terá de encontrar uma maneira de acalmar os acionistas e encorajá-los a recusar a oferta. O valor oferecido era 62% superior ao preço das ações do Yahoo! na quinta-feira (31), quando toda a companhia tinha valor de mercado de US$ 25,6 bilhões.

De acordo com o jornal, uma das principais opções do Yahoo! é voltar a conversar com a AOL sobre uma fusão. As duas empresas já negociaram o assunto no passado, mas questões financeiras impediram o acordo.

Os rumores sobre a negociação ganham força em virtude de o Google ter uma participação de 5% na AOL, que é uma subsidiária do grupo Time Warner. Isso porque, desde que a Microsoft fez a oferta pelo Yahoo!, o Google tem trabalhado diretamente para impedir o acordo.

Na semana passada, o jornal “The New York Times” já havia informado que o Google entrou em contato com aliados como a Time Warner para saber se eles estavam interessados em fazer uma oferta pelo Yahoo!. O Google poderia ajudar a Time Warner no processo.

Recusa

Nesta segunda-feira, o Yahoo! recusou oficialmente nesta segunda-feira a oferta de compra feita pela Microsoft no valor de US$ 44,6 bilhões (R$ 78,18 bilhões). Em nota, o conselho da empresa afirma que a proposta “subestima de maneira substancial o Yahoo!”

Entretanto, o comunicado não fecha totalmente as portas para uma nova proposta. A nota diz que “o conselho de diretores avalia continuamente todas as suas opções estratégicas” e que “continua comprometido em buscar iniciativas que maximizem os ganhos de todos os acionistas”.

Concretizado, o negócio seria o segundo maior envolvendo empresas da internet, superado justamente pela fusão da AOL com a Time Warner (US$ 182 bilhões), em 2000, antes do estouro da bolha do setor.

A oferta ocorreu na mesma semana em que o Yahoo! anunciou a demissão de mil empregados, o que representa 7% de seu quadro de funcionários. A companhia ganhou US$ 660 milhões em todo 2007, praticamente metade do que o Google lucrou no último trimestre do ano passado: US$ 1,21 bilhão –resultado que foi considerado decepcionante.





Ao contrário do que muitos acreditavam…

28 01 2008

A circulação dos 92 jornais filiados ao Instituto Verificador de Circulação (IVC) cresceu 10,1% em 2007, em relação ao ano anterior. Foram 4,143 milhões de exemplares distribuídos diariamente em média em dezembro, ante 3,762 milhões no mesmo mês de 2006.

A boa notícia para o meio jornal, na avaliação do presidente do IVC e diretor da multinacional Procter & Gamble, Pedro Martins da Silva, é que esse resultado confirma um dinamismo injetado pelos empresários do setor nos negócios.

“Há um ambiente favorável, com reformulação de projetos, mudanças gráficas e novos jornais segmentados para determinados públicos, a preços mais acessíveis”, diz ele. “Isso faz com que os leitores vejam suas necessidades mais bem atendidas.”

O IVC audita apenas os jornais pagos. No mercado nacional não há dados disponíveis sobre os gratuitos. Lá fora, em países como Espanha, França e Inglaterra, o fenômeno de aceitação do jornais gratuitos foi capaz de impulsionar a indústria jornalística global nos últimos anos.

O balanço do IVC referente a 2007 mostra aumento de circulação entre os veículos tradicionais, caso do carioca O Globo (5,2%) e dos paulistas O Estado de S. Paulo (4,8%) e Jornal da Tarde (8%), assim como cresceu a circulação do especializado em esportes Lance! (12,3%).

Leitura

Na comparação com outros países, o Brasil ainda tem muito a avançar em matéria de hábito de leitura. De acordo com o relatório preparado pela Associação Mundial de Jornais, apenas 45,3 em cada mil brasileiros compravam jornais diariamente, em 2005.

Os japoneses eram os campeões de leitura, com 633,7 leitores de jornais em cada mil habitantes. Em segundo lugar, vêm os noruegueses, com 626,3 compradores por mil habitantes; e, em terceiro, os finlandeses, com 518,4 por mil. Ingleses (348) e alemães (305) estão mais bem posicionados que os americanos (249,9). Mas o Brasil fica devendo para os vizinhos mexicanos (148,4) e argentinos (94,2).