E o jogo desta noite será: Palmeiras x Red Bull…

8 02 2008

Red Bull terá clube de futebol em SP

Máquina do Esporte


A fabricante de energéticos Red Bull terá um clube de futebol no Brasil a partir de 2008. Com o nome de Red Bull Brasil, a equipe começa, cercada de sigilo, na segunda divisão do Campeonato Paulista.

A iniciativa contempla a vontade da marca de ter uma franquia do tipo no Brasil. No ano passado, a Red Bull já tinha negociado, e quase fechado, com o Juventude. Maus resultados e problemas extra-campo do clube gaúcho, porém, esfriaram a possível parceria.

O Red Bull Brasil, então, passa a ser o terceiro clube de futebol da empresa, que também tem “filiais” em Salzburg, Áustria, e em Nova York, nos Estados Unidos. A intenção dos empresários é fomentar o intercâmbio entre as três equipes. A versão verde-amarela, porém, sai atrás de suas “irmãs”.

Os europeus atuam na principal liga nacional e por vezes vão às competições continentais, e os norte-americanos participam da MLS, principal competição futebolística dos Estados Unidos. Já o Red Bull Brasil começará no quarto degrau estadual.

Atualmente, a segunda divisão paulista está atrás, em termos de importância, das séries A1, A2 e A3. Portanto, o novo clube precisaria de pelo menos três anos consecutivos vencendo para conseguir espaço na elite de São Paulo.

O anúncio oficial do novo clube será feito em abril, quando também serão divulgados detalhes da iniciativa, como a cidade-sede e quem comandará a agremiação.





Pesquisas via internet…

2 02 2008
Pesquisa pela Internet. Quais são as vantagens e desvantagens?

(Mundo do Marketing)

Conhecer as preferências do consumidor é importante para qualquer marca em qualquer lugar do mundo. De Norte a Sul e de Leste a Oeste do Planeta, sempre que uma companhia grande ou pequena precisa saber mais sobre o seu público-alvo, a ferramenta mais usada é a pesquisa. Capaz de obter informações preciosas sobre o mercado, comportamento, tendências e diversas outras características do consumidor, as pesquisas ganharam uma aliada que promete acabar com as ligações incômodas e com entrevistas duradouras durante o horário de almoço ou de lazer. Com a ajuda da Internet, as pesquisas migram das ruas e dos telefones para ganhar o mundo on-line.

As pesquisas on-line são cada vez mais comuns em empresas deste segmento, porém ainda é restrito para as classes A, B e em menor escala para a classe C. Este fato se dá por causa da baixa penetração da Internet no Brasil e pela dificuldade das classes sociais de baixa renda em adiquirir um computador. Problemas sociais a parte, a pesquisa on-line trouxe mais comodidade e agilidade em relação ao método convencional – entrevistador e entrevistado ou ligações telefônicas – pelo fato de atingir as pessoas de forma rápida e ser muito mais em conta para o departamento financeiro.

A segurança das pessoas, hoje, atrapalha os pesquisadores de campo quando estes vão até os condomínios e edifícios em muitos estados brasileiros. A dificuldade existe desde a chegada do agente nos estabelecimentos, devido ao medo dos cidadãos em abrir a porta para estranhos até a negativa imposta por secretárias de prédios residenciais e comerciais. Pelo telefone o trabalho também não é fácil. Muitas vezes confundido com telemarketing, os pesquisadores escutam desaforos e, na maioria das vezes, o entrevistado não tem tempo disponível para responder as perguntas.

Internauta é o foco
De acordo com profissionais do setor, a pesquisa on-line deve ser direcionada a produtos cujo público-alvo esteja na Internet. Desta forma, através da web, é possível direcionar o conteúdo para o público específico de um produto ou campanha. “O retorno acontece quando o público-alvo do produto é da Internet. Neste caso ele pode receber um filme-teste para avaliar a campanha”, diz Daniela Daud, Diretora do Instituto QualiBest.

A executiva explica que é preciso checar se o produto é adequado ao público da Internet. “Quando nos pediram para fazer uma pesquisa on-line de um produto para classe C e D, ou para os idosos, fizemos pelo telefone”, conta Daniela. Segundo ela, o Instituto QualiBest de Pesquisa On-line, sempre recomenda a pesquisa correta e oferece a melhor técnica com melhor custo-benefício.

É importante destacar que a pesquisa on-line está inserida na pesquisa geral. De acordo com Lucas Pestalozzi, Diretor de Planejamento da TNS InterScience, uma pesquisa guiada pelo resultado obtido na web, está fadada ao equívoco. “Para escolher entre a solução on-line ou a tradicional, é preciso saber qual o objetivo. A pesquisa on-line dificilmente vai alcançar o público de baixa renda”, afirma Pestalozzi.

Vantagens para o consumidor, mas nem tanto para empresas
A Internet veio para ficar e a cada dia conquista mais espaço entre as empresas e os consumidores. O fato da web não atingir a maioria da população brasileira, não diminui a sua importância para o mercado dinâmico de pesquisas. Sendo grande ou pequeno, o público não encontra desvantagens com pesquisas feitas pela Internet. Pelo contrário. Talvez para as empresas este problema exista, de fato.

Os produtos que precisam ser testados pelo consumidor, como sabão em pó, refrigerante, carro, entre outros, é comum utilizar a pesquisa convencional. “A principal vantagem da pesquisa on-line é a possibilidade de interagir com o respondente. É possível mostrar formas de estímulo mais facilmente do que em uma pesquisa convencional”, analisa Victor Trujillo, Professor de Pesquisa de Mercado da ESPM-São Paulo e ESAMC-Sorocaba.

Qualidade, agilidade e novos formatos são algumas das vantagens de uma pesquisa realizada na Internet. De acordo com Lucas Pestalozzi, algumas empresas ainda trabalham com entrevistas por telefone, o que não passa confiança. Hoje a Internet tem sido muito usada como meio para pesquisa até mesmo por sites de relacionamento, fóruns, busca, entre outros. Na Internet, sites importantes são comparados com o de outras empresas para que na próxima oportunidade possa ser modificado de forma superior. “Na web também existem pesquisas com funcionários para avaliar a satisfação, a motivação e até lealdade deles”, aponta Pestalozzi, da TNS InterScience. Segundo o diretor, as desvantagens da pesquisa on-line são, na verdade, barreiras, como por exemplo, o público de baixa renda que não pode ser atingido.

Internet oferece novos métodos e formas
No Instituto Qualibest existe um painel com 70 mil usuários cadastrados, cientes de que estão no sistema de pesquisas on-line. Este sistema faz com que uma empresa tenha sempre um número específico de pessoas que responderão às pesquisas criadas para produtos diferentes. Através de um programa de fidelização, com moeda virtual que pode ser trocada por prêmios após o usuário acumular pontos, a empresa fornece um login e senha. O usuário informa seu perfil e, com base neste cadastro, a Qulibest dispara e-mail para o perfil de público escolhido pela empresa responsável pelo produto ou serviço. “Quem responder o que a pesquisa precisa “ouvir” passa pelo filtro. É preciso atingir um número estipulado de consumidores finais”, explica a Diretora da Qualibest, Daniela Daud.

Quando a pesquisa passou do papel para o telefone, o entrevistado não percebeu a diferença na qualidade da abordagem. Até porque pelo telefone uma pesquisa pode demorar mais do que o previsto em campo, por causa da falta de um produto para que o entrevistado veja ou sinta. O método de pesquisa on-line oferece a facilidade de ser preenchida no computador, sentado, em casa. Uma pesquisa de uma campanha de comunicação, por exemplo, apresentada no papel, mostrava a dificuldade do público em perceber a mensagem.

No telefone, as pessoas não enxergavam a campanha, o que também não ajudava no desenvolvimento. “Pela Internet é possível ver no You Tube, pode parar, voltar, avaliar a campanha e explorar melhor o que se oferece”, ensina Lucas Pestalozzi, da TNS. Segundo ele, é possível saber como as pessoas navegam nos sites das empresas. Desta forma, com a pesquisa on-line, qualquer empresa consegue perceber que assunto gerou mais interesse no usuário e, assim, instrumentalizar mais a pesquisa.

Tendências
O crescimento da pesquisa on-line no Brasil acontecerá à medida que a posse de computador e Internet nos lares aumentar. Para descontinuar a forma de pesquisa convencional, o professor de Pesquisa de Mercado da ESPM, Victor Trujillo, afirma que só será possível quando a penetração da Internet for similar à da televisão. Sendo assim, de acordo com as previsões, teremos que responder ainda muitas pesquisas convencionais.

É inegável que haverá crescimento no uso da Internet entre os instrumentos de pesquisa de mercado. A esperança é que o público tenha acesso à rede e que a pesquisa saia de vez do papel e vá para o mundo virtual. O mercado de pesquisa on-line ganha terreno, os profissionais do setor apostam na Internet e os agentes de pesquisa torcem pela inclusão digital do seu trabalho.





YouTube no celular não é mais exclusividade do iPhone…

30 01 2008

TIM e Google fazem parceria para YouTube no celular

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(Agência Estado)

A TIM e o Google fecharam acordo que permitirá aos clientes acessar o site de compartilhamento de vídeos YouTube no telefone celular. Com a parceria, a TIM será a primeira operadora brasileira a oferecer o serviço, disponível a partir de hoje.As empresas trabalham para, nos próximos meses, oferecer a ferramenta de busca do Google nos celulares da TIM. “A parceria com o Google é a demonstração de que o celular cada vez mais se firma como a principal ferramenta de interação. Estamos aliando entretenimento e informação à mobilidade e trazendo de vez a internet para o celular”, disse o presidente da TIM Participações, Mario Cesar Pereira de Araujo.O YouTube Mobile pode ser acessado pelos clientes TIM diretamente de seus celulares. O conteúdo disponível é compatível com mais de 40 modelos de aparelhos. O cliente paga pela navegação no portal WAP de acordo com o plano contratado. Para assistir aos vídeos, terá de desembolsar R$ 1,50 por megabyte, mais impostos.





Interativade: lá vem a “segunda década digital”…

12 01 2008

Bill Gates anuncia segunda década digital

Em discurso em feira em Las Vegas, fundador da Microsoft e homem mais rico do mundo confirmou sua aposentadoria para julho

Em sua última aparição no CES (Consumer Eletronics Show), evento aberto domingo em Las Vegas e uma das feiras mais importantes do setor de tecnologia, o presidente e fundador da Microsoft, Bill Gates, confirmou sua aposentadoria para julho e proclamou o início de uma segunda década digital, “mais focada em conectar pessoas”.

Ele qualificou os últimos dez anos como a “primeira década digital” e disse que o período viveu um grande sucesso tanto no desenvolvimento de aparelhos como em suas aplicações. Gates aponta três elementos-chave no próximo período. O primeiro foi definido por ele como “experiências em alta definição”, tanto em vídeo como de áudio.

O segundo é que todos os aparelhos eletrônicos “estarão conectados por serviços”, o que permitirá compartilhar a informação entre uma multidão de usuários sem a necessidade de estabelecer pontes entre os aparelhos eletrônicos. E finalmente, o terceiro elemento são as novas formas de interação com computadores, telefones e outros aparelhos eletrônicos.

“Durante a próxima década digital, as tecnologias tornarão nossas vidas mais ricas, mais produtivas e mais completas de maneira profunda e excitante”.

O homem mais rico do mundo, segundo a revista Forbes, com fortuna de US$ 59 bilhões, deixará a gestão da Microsoft para concentrar-se em suas atividades filantrópicas à frente da Fundação Bill e Melinda Gates.

Na CES, ele anunciou também acordos da Microsoft com a Disney, a NBC Universal e a MGM para aumentar suas vendas de vídeos on-line e intensificar a concorrência com a loja virtual iTunes, da Apple.





Apple: Locadora de vídeos?

12 01 2008

Apple deve anunciar novo laptop e aluguel de filmes na MacWorld

(Folha Online)

Com o fim da CES (Consumer Eletronic Show), as atenções se voltam para a Apple, que na semana que vem promove a MacWorld, seu grande evento anual. Entre os rumores que sempre pairam a conferência, há a expectativa de que a empresa lance um laptop ultrafino e também um serviço de aluguel de filmes on-line.

Os lançamentos seriam apenas adições a linhas de produtos que a Apple já oferece. Ou seja, não deve se repetir o alarde ocorrido no ano passado, quando a empresa lançou o iPhone.

O evento anual da Apple, realizado em San Francisco, é o palco preferido de Steve Jobs para a apresentação de novos produtos e apresentar os planos da empresa para o ano. Como ocorreu na apresentação do iPhone, em geral o evento da Apple acaba ofuscando a CES, que ocorre na mesma época.

Alguns analistas apostam que desta vez Jobs vai apresentar um laptop com a metade da espessura dos que atualmente compõem a linha MacBook, mas utilizando chips de memória flash, como os encontrados no iPod, em vez dos discos rígidos convencionais.

Também há a aposta de que a Apple anuncie acordos com estúdios de cinema como Fox e Warner Bros que permitam que os internautas aluguem filmes das produtoras por meio da loja de mídia on-line iTunes.

A parceria pode contribuir para a atual mudança no panorama do mercado de aluguel de filmes, que movimenta US$ 9 bilhões por ano nos Estados Unidos. No ano passado, esse segmento registrou um declínio nos aluguéis em lojas e um crescimento, ainda que lento, nas transações feitas pela internet.





O fim da publicidade tradicional?

9 01 2008

Agências tradicionais vão morrer

(Bruno Mello – Mundo Marketing)

Quem ainda pensa que Marketing Direto é apenas o envio de mala direta, prepare-se para saber que a disciplina pode ser inserida em todos as ações de marketing. Cada vez mais agências não estão se limitando ao conceito de comunicação direta para realizar suas campanhas, que vai desde a tradicional mala até buzz marketing. Quem explica este novo modelo é Eduardo Bicudo, Presidente da Wunderman no Brasil. para ele, a agência que ficar focada em uma única disciplina estará fadada a fechar as portas.

De acordo com o executivo, atingir o consumidor e mantê-lo fiel a uma marca nos dias de hoje requer uma série de ações. “Todas as ferramentas servem ao objetivo de criar relacionamento. As agências que se definirem somente de marketing direto, só de marketing de relacionamento, ou apenas de publicidade, vão morrer”, afirma Eduardo Bicudo. Sob esta filosofia, a agência presidida por Bicudo e pertencente ao Grupo Newcomm no Brasil, tem crescido pelo menos 30% ao ano atendendo a clientes como Nokia, Diageo, Natura, Ford, Vivo, Telefônica, Land Rover, entre outros.

Em entrevista ao Mundo do Marketing, Eduardo Bicudo explica as mudanças pelas quais passa o Marketing Direto, quais influências têm adquirido do mercado e o que tem mudado na atividade das agências, boa parte delas advindas do uso de plataformas digitais, como a Internet, como forma de criar relacionamento. Só na Wunderman, 60% do faturamento da agência vem das ações digitais, que incluem até a realização de publicidade. Publicidade? Uma agência de Marketing Direto fazendo publicidade? Sim. Saiba por quê nas linhas abaixo.

O mundo mudou mais nos últimos cinco anos do que nos últimos cinqüenta anos. O que mudou no Marketing Direto neste período?
A tecnologia teve papel fundamental nas mudanças do nosso negócio. Os conceitos continuam os mesmos. Coisas que o Lester Wunderman (fundador da agência) falou há 30 anos são absolutamente válidas. Com a tecnologia, pudemos aplicar estes conceitos de forma anabolizada. Com a criação de novos meios de interatividade que não existiam há 10 anos, ou não tinham a representatividade que têm hoje, houve um impacto direto no nosso negócio.

O cliente está exigindo cada vez mais das agências, que vai desde relacionamento até propaganda, não é?
Exatamente. O consumidor hoje está envolvido em uma série de mídias. Está sendo impactado pelas milhares de propagandas tradicionais, pelo celular, pela Internet e se ficarmos numa só, vamos trabalhar apenas num fragmento. Por isso, as agências tendem a ser muito parecidas no futuro porque o objetivo é interagir com o cliente. Neste sentido, as agências de Marketing Direto levam vantagem porque nasceram falando em interatividade e segmentação.

O DNA da Wunderman é o Marketing Direto. Hoje, no entanto, a agência faz propaganda, onde a mensuração é mais complexa. Por que?
Não fazemos a propaganda tradicional. Tudo que fazemos tem um conjunto de ações focadas em resposta e com muita segmentação. O fato de usarmos a mídia de massa não significa que abandonamos a nossa origem, pois a mídia de massa sempre foi uma ferramenta utilizada pelo Marketing Direto. O que fazemos para a Xerox, por exemplo, não é branding. É vender, gerar leads e criar relacionamento.

Mesmo assim, vocês não estão entrando numa seara que era das agências de publicidade?
Um dia todos seremos iguais. Não dá mais para definir por canal. O problema é que isso ainda está à frente do tempo. Hoje, uma agência de propaganda também faz Internet, mas o objetivo dela, que é construir marca, é completamente diferente do nosso. O nosso objetivo é horizontalizado, que tem Marketing Direto, relacionamento, promoção, database, mídia de massa, entre outros. Construo marca também? Sim, mas não é o objetivo principal, que é conectar as pessoas às marcas, criar relacionamento, experiência e criar canais de interatividade. O Marketing Direto trabalha com ação e resposta. Já a propaganda trabalha com percepção.

Então, o ponto é que o Marketing de Relacionamento está cada vez mais roubando o espaço da propaganda?
E não vou discordar de você sobre isso. Na Diageo, por exemplo, usamos Buzz Marketing para interagir e até para criar uma personalidade para as marcas, mas ao mesmo tempo acumulo banco de dados. Este é o modelo do futuro. Do que vai adiantar termos uma TV interativa se não soubermos fazer interatividade? Os investimentos dos clientes em outros meios que não a propaganda já é maior em muitos casos. A Kraft dos Estados Unidos cortou os anúncios impressos e estão fazendo CRM, Digital…

Quanto da receita da Wunderman vem da área digital?
Hoje, 60% da nossa receita é Digital. Mas não nos transformamos em uma agência de Internet. Pelo contrário. Continuamos a ser uma agência de marketing de relacionamento, só que o pilar da Internet tem sido um grande provocador de relacionamento. Todas as ferramentas servem ao objetivo de criar relacionamento. As agências que se definirem somente de marketing direto, só de marketing de relacionamento, ou apenas de publicidade, vão morrer.

Ao fazer buzz marketing, atingindo quem você não conhece, você vai de encontro ao DNA do marketing direto que busca falar com o Bruno, com o Eduardo… como vocês fazem para equacionar essa questão?
Tenho que criar mecanismos para entender quem são essas pessoas. Buzz monitoring é fundamental. E também vou converter isso em algo tangível em algum momento, seja através de geração de lead, de interatividade ou acumulação de dados. Fizemos um viral para a Nokia Trends que tinham vídeos teaser e quem desejasse receber mais informações, que era essencial para as pessoas, ela precisava se cadastrar.

Falamos de uma série de ações de Marketing Direto, mas você ainda não citou a mala direta.
Mas continua sendo uma parte grande da nossa oferta. A mala direta também se sofisticou com este novo modelo. Mudou, mas não vai acabar e a relevância precisa ser muito trabalhada. É preciso ter um trabalho de lista muito bem feito, muito bem segmentado, criar mecanismos para atender qual é o melhor momento para falar com as pessoas e com uma personalização muito sofisticada. A mala direta é uma ferramenta premium que tem que ser mais bem utilizada.

A mala direta hoje precisa de muito mais inteligência e criatividade. Mas, na hora de pagar que é complicado, não é?
A eficiência é importante no nosso negócio. Tenho que fazer o meu cliente gastar menos e ter mais resultados. É preciso utilizar a inteligência para eliminar custos e ser mais personalizado. Temos um cliente que fazia um número de ligações muito grande no seu telemarketing e provamos que se ele fizesse um décimo das ligações ele obteria o mesmo resultado sem encher o saco de muita gente. Por isso, acho que esta questão de caro e barato está dentro do conceito de eficiência.

Como está a evolução das métricas num momento em que só se fala de Roi (Retorno sobre Investimento)?
Temos metodologia própria, com uma matriz de nove células que detalham toda campanha. Os clientes estão dependentes de mensuração, principalmente no meio on-line. Mas ainda há quem não tenha essa preocupação.

Como vocês estão se preparando para os próximos anos?
Acho que fizemos as apostas certas. Até a estrutura que temos já não é tradicional. Hoje, fazer uma mala direta personalizada é muito mais difícil do que antigamente e, por isso, temos gerências de projetos que fazem tudo diferente. Não estamos presos a uma coluna vertical de uma ferramenta. Vivemos num ambiente de constante mutação e temos que estar preparados.





Buzz marketing, marketing de guerrilha, marketing viral e agora o…

8 01 2008

O ano do Nanomarketing

(Bruno Mello – Mundo do Marketing)

A cada ano que passa, há uma nova forma de fazer Marketing. Não que os conceitos, métodos e ferramentas criados há 20, 30, 40 anos não funcionem mais. Pelo contrário, estão sempre se provando eficientes. Nascem novos modelos de fazer marketing porque o consumidor muda, a economia muda, o cenário competitivo muda, tudo muda com o virar da página do calendário. Não precisa ir muito longe na linha do tempo para ver o quanto se transformou a maneira de atingir e conquistar o consumidor no Brasil.

Em 1994, apenas 14 anos atrás, o país ensaiava a sua estabilidade econômica com o lançamento do Plano Real. Hoje, os preços já não são mais balizadores de qualidade e de diferenciação, até para a baixa renda. Criou-se também um mundo de oportunidade para novos produtos. A batalha pelo bolso do consumidor, até então vencida com facilidade pela indústria, pelo varejo e pela comunicação de massa, começa a ganhar contornos de guerra. A camada mais pobre passa a ter poder de consumo. A classe média e os ricos mergulham no mercado de luxo.

Voltando a 1995, a Internet dá seus primeiros passos. Em 1998, a privatização do Sistema Telebrás deu início a outra revolução. Hoje, um telefone em casa já não é mais mistério, somos mais de 100 milhões de brasileiros com celulares no bolso, centenas de canais na TV a cabo e os dezenas de milhões de brasileiros conectados à Internet. Tudo isso forma a receita perfeita para a fragmentação da mídia, sem contar na mídia imprensa que continua crescendo no Brasil e no surgimento de novas mídias. Em termos de consumo, só no último Natal, os brasileiros gastaram mais de R$ 1 bilhão em compras pela Internet, segundo a e-bit. Bem longe dos mais de US$ 20 bilhões gastos pelos norte-americanos, é verdade, mas bem perto do retrato que mostra um novo consumidor brasileiro.

Como sempre, conhecer o consumidor é essencial
E é este consumidor que impõe desafios ainda maiores aos profissionais de marketing em 2008. O ano será marcado pela intensificação de ações de marketing cirúrgicas e mensuráveis. Bem-vindo ao Nanomarketing, termo cunhado pela The Mattis Group, uma agência de marketing da Philadelphia, nos EUA. O Nanomarketing identifica, coleta e organiza de forma inteligente o perfil de cada cliente e prospect, promove a comunicação e interação de forma customizada e analisa todos retornos dos consumidores, principalmente no meio on-line.

No Brasil, já há quem siga esta estratégia. “É o marketing direcionado a nichos de comportamento, não de segmento”, explica Aloisio Sotero, Diretor de Marketing Direto da Dufry no Brasil. “Uma mesma pessoa pode ter diferentes comportamentos e o Nanomarketing orienta as ações de acordo com a circunstância de momento”, conta Sotero, para quem a melhor forma de atuar neste modelo é estando atendo ao comportamento do consumidor, seja através dos meios tradicionais de banco de dados, seja pelas redes sociais. “O marketing nunca foi tão circunstancial”, ressalta Sotero.

Entenda o Nanomarketing

Em cada momento – no trabalho, no cafezinho, no corredor, em frente ao computador, de olho no celular, navegando na Internet, em casa, na rua, no metrô, no carro, na terra, no ar, fazendo aventura, deitado na rede, comprando, passeando sem compromisso, e em uma infinidade de situações – o consumidor espera ser abordado de uma forma. Ou espera não ser abordado. Publicidade, mala direta, e-mail marketing, ação de relacionamento, promocional, merchandising, brand entrenteiment, mensagem no MSN, banner na internet, buzz marketing, a lista não tem fim, mas a verba sim.

Por isso, o Nanomarketing, mesmo que praticado há tempos por alguns sem tanta inteligência por trás, será fundamental para medir o retorno de cada ação, sem esquecer de conhecer o consumidor, algo que parece batido, como promover inovações, mas que ainda são calos para muitas empresas e determinantes na permanência e conquista de novos clientes.





Número 1, batata média e CAPUCCINO médio, mais alguma coisa senhor???

8 01 2008

McDonald’s vai instalar bares de café nas lojas dos EUA
Rede contará com baristas e venderá produtos à base da bebida, como forma de concorrer com a cadeia de cafeterias Starbucks

(Portal EXAME)

A competição acirrada com a cadeia de cafeterias Starbucks levou a gigante americana de fast-food McDonald’s a uma decisão que deve mudar o ambiente de todas as quase 14 mil lanchonetes da rede, nos Estados Unidos. A partir deste ano, os responsáveis pelas lojas devem instalar bares de café, onde baristas servirão cappuccinos, “lattes” (bebidas de café com leite) e “frappes”, estes últimos similares aos frappucinos, como são chamados os drinques gelados de café vendidos pela Starbucks.

De acordo com o periódico nova-iorquino Wall Street Journal (WSJ), a inclusão das bebidas à base de café já se caracteriza como a maior alteração no cardápio do McDonald’s em 30 anos e deve aumentar em 1 bilhão de dólares o faturamento anual da companhia, hoje em torno de 21,6 bilhões de dólares, conforme previsão de documentos da companhia.

O projeto também prevê que as máquinas de café expresso sejam localizadas próximo ao caixa, bem diante dos consumidores, uma mudança significativa para uma rede que sempre optou por manter o preparo dos produtos relativamente distante dos olhos do consumidor. A idéia é que os clientes possam, assim, ver a máquina moendo os grãos na hora do pedido e, na seqüência, enxergar o trabalho do barista enquanto ele acrescenta as coberturas das bebidas.

Para os clientes brasileiros da rede de lanchonetes, a mudança pode parecer pequena, uma vez que em muitas lojas do país o McDonald’s já comercializa café e outras bebidas em ambientes específicos para isso, os McCafés. Nos EUA, porém, esse tipo de “loja dentro da loja” é pouco conhecido, segundo um executivo da rede ouvido pelo WSJ, porque não se enquadra no esquema de atendimento drive-through – aquele em que o consumidor faz o pedido de dentro do carro, recebe a comida e vai embora sem pisar no restaurante -, responsável por dois terços das vendas naquele mercado.

Mudança de foco

A popularização das bebidas mais sofisticados tornou-se uma das principais estratégias do McDonald’s a partir de 2006, quando a empresa introduziu no cardápio uma variedade mais forte de café e passou a anunciá-lo como “premium”.

Em 2007, a medida mostrou ter surtido efeito. A elevação das vendas de cappuccino e de café foi uma das responsáveis, em conjunto com os menus econômicos, pelos sucessivos aumentos mensais de receita. Em novembro, por exemplo, último mês sobre o qual a companhia divulgou dados de faturamento, as vendas cresceram 8,2%, em comparação com o mesmo período de 2006.

A Starbucks, por sua vez, tem avançado no mesmo caminho de expansão do foco, ao optar por vender, além de drinques de café, sanduíches rápidos para o café-da-manhã. Um deles assemelha-se ao Egg McMuffin, um dos mais vendidos no menu de café-da-manhã do McDonald’s, sinal de que as empresas começam a competir em campos cada vez mais próximos. Janelas de drive through também foram instaladas em muitas das lojas.

Entre os franqueados da Starbucks, as alterações provocam reações contraditórias, uma vez que uma parcela dos associados vê na aproximação com o modelo fast-food uma desvirtuação da característica central da rede, de oferecer ambiente e cardápio mais sofisticados, em relação às lanchonetes.

Para os críticos essa é uma das explicações para o desempenho negativo da companhia, ao longo de todo o ano passado. No período, as ações da Starbucks despencaram 48%. As do McDonald’s, por sua vez, subiram 31%.





Sessão mãe Dinah…

6 01 2008

O que esperar de 2008?

(Tiago Doria)

Vocês já devem estar cansados das listas de melhores disso e daquilo do ano passado. Mas existe algo mais interessante – as previsões para 2008 no setor de tecnologia e web.

Para variar, existe muita especulação neste tipo de material, mas, entre seleções feitas por empresas de mídia, jornalistas e CEO’s, separei o que há de mais concreto, com comentários meus. Veja o que acha, como toda lista muita coisa fica de fora.

IPTV – Um maior crescimento da adoção da tecnologia é esperada na Europa, mais particularmente na França, onde a IPTV já é usada por uma boa parte da população. Quando falo de IPTV, não estou citando os simplórios Joost e Babelgum, mas projetos maiores.

Em 2008, ficará mais evidente a discrepância entre os projetos de TV Digital – sem interatividade e preso em burocracias – e a IPTV – avançando mais rápido.

Vale lembrar que o grande rival da IPTV não são os downloads na internet, mas a TV a cabo. Você paga somente pelo que assistir, sendo que você pode escolher quando consumir. Ou seja, quebra o modelo da TV a cabo.

Simplicidade – Um nicho que terá mais espaço em 2008 será o de criação de ferramentas que são simplificações ao máximo das atuais. Versões enxutas e funcionais. A questão foi levantada por Evan Williams, co-fundador do Blogger e do Twitter, no ano passado.

Internacionalização dos serviços web
– Continuará a tendência que começou em 2007 e se acentuou no 2º semestre, com o lançamento de versões brasileiras de serviços web. MySpace e Last.fm têm versões em vários idiomas, a serem lançadas este ano em diversos países.

Comunicação móvel [Voip] – Ainda não temos nenhuma aplicação mobile que seja disruptive technology, mas o conceito em si de comunicação móvel já está amadurecido. O grande avanço será na área de VOIP no celular, que permitirá fazer ligações com um valor bem mais baixo.

Twitter vai ser comprado – Pelo passado de Evan Williams, co-criador do Twitter, isso fica mais evidente. O americano criou o Blogger e o Odeo para depois vendê-los. Bem provável que o Twitter tenha o mesmo fim do del.icio.us. Não existirá conta premium nem SMS com propagandas [!]. Toda a sua operação será sustentada por quem comprá-lo.

Serviços online e offline – Um dos motes de 2008 serão os serviços web se tornarem offline. A Google já lançou o Google Gears, plugin que permite acessar o Google Reader offline. Mas a idéia é que venha mais. Um Gmail offline?

Menos conteúdo pago para o usuário final
- No 1º semestre deste ano, existe a previsão do jornal The Wall Street Journal liberar o acesso gratuito a todo o seu site. Vai sair do modelo de assinaturas para o de acesso gratuito, com conteúdo sustentado por publicidade. Para isso, precisará aumentar em 12 vezes o tráfego atual de seu site. Será a queda de um dos últimos ícones do conteúdo pago na rede.

Coworking – A idéia de “open office”, um espaço colaborativo para reunir pessoas que necessitam de um espaço profissional, sem ser café ou lan house, começa a se tornar uma realidade mais próxima por aqui. O assunto foi destaque na revista Fortune deste mês. Além disso, deve ser inaugurado, ainda em janeiro, um espaço de coworking, no Brasil, em São Paulo, na Rua Bela Cintra.

Video on demand e High Definition – Os estúdios passarão a investir ainda mais em vídeo on demand, que é visto pela indústria como uma forma de escapar da pirataria e da cansativa guerra entre os formatos Blue-ray e HD-DVD. Hulu e Vudu , lançados em 2007, são apenas alguns exemplos do que vem por aí.

Tudo isso virá acompanhado do suporte a vídeos em High Definition – Videolog, Vimeo, e Stage6 já fazem os primeiros testes.

Melhorias no Google Adsense – A Google vai prosseguir no aprimoramento da qualidade do programa de anúncios baseado em CPC. Adotará mais ações para evitar os “cliques bobos e inválidos” e penalizará ainda mais os sites que não seguem as regras do programa .

Se essas previsões realmente se confirmarem, 2008 não será um ano de muitas novidades, mas de “amadurecimento” e de consolidação de algumas tecnologias e serviços já existentes.





Primeiro post sobre cerveja… uhuuuuuuuu!!!

4 01 2008
A tradicional e pesada Cerveja Guiness identificou um novo público para seu produto. Porém serão feitas algumas alterações em sua fórmula bicentenária.
A inovação é vermelha
Daniel Hessel Teich (Portal EXAME)
O desafio é atrair os jovens

Poucas marcas no mundo podem contar com uma tradição tão poderosa quanto a cerveja Guinness. Criada pelo irlandês Arthur Guinness em 1759, a bebida preta, forte e encorpada ainda é produzida na fábrica original do grupo, na zona portuária de Dublin, capital da Irlanda. Para servi-la nos pubs, segue-se um ritual que dura exatos 119 segundos e garante o denso colarinho de espuma no topo dos copos, sempre na dosagem-padrão de 568 mililitros, o chamado imperial pint. Graças a essas características, a Guinness ganhou o mundo como um símbolo do Império Britânico. Hoje, a marca está presente em 150 países, entre eles o Brasil, e fatura 2 bilhões de dólares por ano. Nos últimos 248 anos pouca coisa mudou na fórmula da bebida, e esse é um dos pontos fortes da marca. No entanto, o peso desse legado não tem sido suficiente para garantir novos consumidores para a Guinness justamente em seu mercado mais estratégico, a Europa. No ano passado, a cerveja teve queda de 7% nas vendas no continente. O desempenho tem sido tão decepcionante que alguns analistas de mercado sugerem que a Diageo, a gigante de bebidas alcoólicas dona da marca, deveria vendê-la e concentrar-se na parte mais lucrativa de seu negócio, a de bebidas destiladas — a empresa também é dona de marcas como Johnnie Walker e Smirnoff.

Em uma tentativa ousada — e arriscada — de dar novo fôlego à Guinness, os executivos da Diageo se valeram de um recurso extremo, mas que se torna cada vez mais comum no segmento de bebidas. Eles criaram uma espécie de filhote da Guinness que renega justamente uma de suas características mais marcantes, a cor preta. Trata-se da Guinness Red, versão avermelhada da cerveja original, que, além de ser mais clara, tem o sabor mais suave e adocicado. “É um produto mais leve, para ser consumido nos meses de verão”, disse a EXAME o presidente mundial da Diageo, Paul Walsh. “A Guinness Red é feita com os mesmos ingredientes da original e a única diferença é o processo de torrefação da cevada, que tira o amargor tradicional da Guinness.” A estratégia da Diageo com a nova bebida é atrair quem toma a Guinness apenas ocasionalmente — um contingente que equivale a pelo menos metade de sua base de 10 milhões de consumidores no Reino Unido e na Irlanda. Para criar o novo produto, a empresa investiu 6 milhões de dólares e, de acordo com os testes de mercado, os bebedores de cerveja britânicos gostaram da novidade — 60% deles disseram que tomariam a bebida novamente. Por enquanto, a venda será restrita à Inglaterra e não há previsão de lançamento em outros países.

Por que a Guinness está mudando
Apesar de terem crescido nos mercados americano e africano, as vendas da Guinness caíram 7% na Europa.Os motivos para a queda:
Alta gradação alcoólicaAs leis de trânsito estão mais restritivas na Inglaterra e na Irlanda, o que tem derrubado o consumo nos pubs
Rejeição dos jovensO público mais jovem identifica a marca com produto envelhecido e fora de moda
Concorrência acirradaCervejas claras importadas de outros países europeus, como a Heineken, têm tirado espaço das marcas locais

Tamanho cuidado com a nova versão da Guinness se justifica. Apesar de a marca ter tradição na área de inovação — lançou a primeira cerveja nitrogenada do mundo em 1958, a Guinness Draught, e criou em 1988 um dispositivo que permite que as cervejas em lata tenham as mesmas características do chope recém-saído de uma chopeira –, há o receio de a novidade ser rejeitada e, pior, prejudicar a marca-mãe em um momento pouco favorável. A mesma precaução cerca outra inovação: a Guinness Mid-Strength, versão com metade do volume de álcool de uma Guinness tradicional, em testes na Irlanda. Em 1979, a Guinness já havia lançado sua primeira versão de cerveja com teor alcoólico reduzido, a Guinness Light, mas o produto foi tão ridicularizado e a marca tão criticada que a novidade não durou nem dois anos. O argumento da Diageo para voltar a insistir em uma versão menos alcoólica é que seus cervejeiros finalmente conseguiram criar um processo de produção tecnologicamente revolucionário, em que parte do álcool é retirada depois da cerveja pronta, de forma que não altere o sabor original.

A criação de subprodutos com base em uma marca-mãe é chamada, pelos especialistas em marketing, de extensão de marca. Essa é uma tendência particularmente forte em grandes multinacionais que já possuem marcas consolidadas e de boa reputação, sob as quais é possível abrigar novos produtos. “É uma relação benéfica tanto para o novo produto, que já nasce com um sobrenome poderoso, quanto para a marca original, que rejuvenesce”, diz o consultor de marketing Jaime Troiano, da Troiano Associados, especializada na construção de marcas. Na área de bebidas alcoólicas, esse é um fenômeno relativamente novo e acontece em decorrência do processo global de concentração no setor. Com as seguidas operações de fusões e aquisições realizadas nos últimos anos, as empresas se transformaram em imensos conglomerados multinacionais com dezenas de marcas e um catálogo de tecnologias que lhes permite combinações quase infinitas entre marcas e produtos. “Muitas vezes a inovação consiste em pegar uma marca, um produto ou uma tecnologia que é tradicionalíssima em um mercado e lançá-la em outro no qual ela é desconhecida”, diz Walsh, presidente mundial da Diageo.

A empresa inglesa tem seguido essa estratégia no mercado brasileiro, principalmente com a vodca Smirnoff, uma das raras marcas da Diageo cujos produtos são fabricados no país. O Brasil é o quarto maior consumidor mundial da vodca, atrás dos Estados Unidos, da Inglaterra e do Canadá. Desde 2000, a bebida deu origem a duas versões de ice — bebida gaseificada à base de vodca — , quatro tipos de vodca aromatizada e três misturas para caipiroska. Segundo os dados da empresa, as inovações já correspondem a 10% do volume de vendas da marca Smirnoff no Brasil. Isso não significa que foi fácil convencer os brasileiros a aderir às novidades. O produto que mais deu trabalho à equipe local foi a Smirnoff Ice, fórmula criada na Inglaterra e lançada no Brasil em 2001. Depois de um início promissor, as vendas caíram pela metade. A idéia da Diageo era oferecer ao público mais jovem e abastado o produto como uma opção à cerveja — só que com preço quatro vezes maior. “Tivemos de rever tudo, mudar o tipo de ponto-de-venda e alterar a política de preços”, diz Eduardo Bendzius, diretor de marketing da Diageo no Brasil. A empresa já havia passado por uma experiência ruim no país quando lançou um produto parecido, o Johnnie Walker One, bebida gaseificada derivada de seu campeão de vendas, o uísque Johnnie Walker. “O produto não deu certo e desistimos da idéia”, diz Bendzius.

Estratégia de alto risco
Os consumidores nem sempre se entusiasmam com novidades no setor de bebidas alcoólicas.Abaixo, duas inovações que deram certo e duas que não funcionaram no mercado brasileiro
Bohemia Confraria, Escura E WeissLinha de cervejas especiais criada para competir com congêneres importadas e artesanais Deu certo
Smirnoff CaipiroskaAidéia era oferecer a mistura já pronta para a produção da caipirinha de vodca nos sabores limão e maracujá Deu certo
Skol LemonAAmbev adaptou uma fórmula com sabor de limão criada pela Beck’s alemã.Os brasileiros estranharam Não funcionou
Johnnie Walker OneEm 2002, a Diageo lançou uma bebida à base de uísque na esteira do sucesso da Smirnoff Ice Não funcionou

Com a Smirnoff Ice, a marca de vodca praticamente desbravou um segmento que hoje tem outras 12 marcas, entre elas a Orloff Ice, da gigante francesa Pernod Ricard, a maior concorrente da Diageo no mundo. Hoje, a multinacional inglesa detém 70% do mercado desse tipo de bebida no Brasil, que vende cerca de 40 milhões de litros por ano. Ainda é um mercado ínfimo, quando comparado às vendas de cerveja (9 bilhões de litros anuais), mas a Diageo acredita que sua aposta tem futuro. “Na Austrália, por exemplo, as bebidas ice já vendem o equivalente a 10% do volume de cerveja. Isso não significa que chegaremos a tanto no Brasil, mas mostra que é um mercado bem interessante”, diz Bendzius. Outra conquista para a empresa foi firmar entre os consumidores brasileiros a percepção de que o nome Smirnoff está ligado a produtos inovadores.

É o que vem acontecendo também com a marca Bohemia, da Ambev. Criada em 1853, é a cerveja mais antiga do país e, há cinco anos, foi escolhida pela empresa como base para uma linha de produtos mais sofisticados — e caros. Em 2002, ganhou uma versão escura. No ano seguinte, a linha foi ampliada com uma cerveja do tipo weiss, de trigo, semelhante às importadas alemãs. Há dois anos, foi lançada a Bohemia Confraria, inspirada nas cervejas belgas que fazem parte do portfólio internacional da Inbev. Essa agressiva sucessão de lançamentos acabou transformando a Bohemia em líder absoluta do segmento de cervejas premium, com 60% de participação. É um volume substancial quando se leva em conta que esse segmento corresponde a 6% do mercado de cerveja — ante os 3% que representava em 2001. Porém, não é sempre que o recurso de transplantar formulações internacionais dá os resultados esperados. No fim do ano passado, a Ambev adaptou uma variação da cerveja alemã Beck’s, a Beck’s Lemon, e a lançou no Brasil dentro da linha Skol, a marca líder do país e também conhecida por seu alto potencial de abrigar inovações. Os consumidores brasileiros, no entanto, estranharam a versão, batizada de Skol Lemon. Planejada para ser um produto de massa, a cerveja acabou se transformando em um item de nicho, com menor alcance do que o previsto inicialmente pelos executivos da Ambev.