A volta dos que não foram…

13 10 2008

É isso ai pessoal, estou “revoltando” (segunda volta) com o blog. De tanto o Careca “
http://estrategiaempresarial.wordpress.com/“  me perturbar e até o Fabinho “http://blogs.abril.com.br/mkt “  entrou na blogosfera.

Surge também a idéia de um novo projeto de blog, com os membros da Segunda Hardcore (“Blog de Segunda”, sugestões de nomes para o blog são bem-vindos).

É isso aí pessoal, agora mãos à obra.





Maratona Nacional ESAMC…

6 04 2008

É isso aí pessoal, em comemoração as 10 anos de ESAMC, este ano realizaremos a I Maratona Nacional ESAMC.

O evento originalmente elaborado pela unidade de Sorocaba, terá sua versão nacional sendo disputada pelas unidades de Sorocaba, Campinas, Santos, Uberlândia e Brasília.

A maratona tem por objetivo desenvolver e apresentar em 24h um diagnóstico e um prognóstico para uma organização, numa situação real de mercado, que poderá incluir propostas mercadológicas, financeiras, legais e de comunicação.

Cada equipe terá 8 integrantes (6 membros + 1 estagiário (primeiro ano) + 1 suplente), as equipes ficam reunidas em tendas e trabalham contra o sono e o relógio para apresentar as soluções para o cliente.

Anote na sua agenda!

Maratona ESAMC Sorocaba (seletiva): 16 e 17/04.

Maratona Nacional ESAMC: 29 e 30/05.

Para increver-se basta comparecer a Agência ESAMC de segunda a sexta feira, das 14h às 20h e retirar o regulamento com ficha de inscrição ou então clique aqui para fazer o download de ambos.





MySpace de olho na política brasileira…

3 04 2008

Site que ajudou a alavancar Obama quer participar de eleições no Brasil

(Folha Online)

A mais comentada ferramenta da corrida eleitoral norte-americana pretende desembarcar no Brasil para as eleições municipais deste ano –mas pode ser barrada pela Justiça eleitoral brasileira. O MySpace, maior rede social do planeta, quer trazer sua plataforma de debate ao país.

O site é um dos responsáveis pela arrancada do pré-candidato Barack Obama na disputa pela vaga democrata na corrida à Casa Branca.

“Os debates políticos no Brasil são todos muito certinhos, muito chatos. O jovem acaba se sentindo fora desse processo”, diz Emerson Calegaretti, diretor-geral do MySpace Brasil.A rede de relacionamentos, pertencente ao conglomerado News Corp., estreou oficialmente em português em dezembro de 2007. Desde então, limita-se a abrigar perfis de artistas nacionais e seus fãs, o que injetou um milhão de usuários num serviço que possuía apenas 300 mil cadastrados no país. Para fins de comparação, ainda está longe do Orkut, que supera 25 milhões de internautas brasileiros.

“Queremos expandir isso para outras ações”, afirma Calegaretti. “Primeiro, vamos criar grupos e perfis ligados a partidos e a candidatos. Essa é uma iniciativa a ser lançada oficialmente no segundo semestre. A segunda ação é promover a discussão das propostas dos candidatos.”

Nos EUA, o portal simulou votações, criou perfis para políticos, realizou enquetes sobre propostas e, finalmente, ajudou os candidatos a arrecadarem verba para campanha pela internet. Boa parte do montante de US$ 135 milhões levantados pela turma de Obama até janeiro tinha sido doado por internautas.

A exemplo do MySpace, outras empresas de internet declararam à reportagem ter planos de interagir com o eleitorado durante o pleito brasileiro, como Google e Yahoo!.

“Participamos dos processos eleitorais nos EUA, Austrália, Espanha e em alguns outros países por meio do [site de vídeos] YouTube. Nosso plano é ter algo customizado por aqui também”, afirma Félix Ximenes, diretor de comunicações do Google Brasil.

Na mesma linha, o diretor de produtos do Yahoo! Brasil, Fabio Boucinhas, revela que o portal pretende incentivar internautas a colocarem fotos de comícios no Flickr, site de compartilhamento de imagens tido como “descolado” entre jovens. A idéia é usar as fotografias na capa do portal. “Ainda é um assunto muito delicado, por isso estamos planejando da melhor maneira possível”, pondera Boucinhas.

Restrições

No caminho entre as empresas de internet e os cliques dos internautas brasileiros há o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O tribunal divulgou no começo de março resolução proibindo propaganda política fora do site dos candidatos. “A propaganda eleitoral na internet somente será permitida na página do candidato destinada exclusivamente à campanha eleitoral”, informa a resolução. O texto foi considerado vago pelos internautas.

“Para que uma regulamentação tão autoritária?”, questiona em seu blog Sérgio Amadeu, Doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo. “É muito difícil legislar sobre as características da comunicação em redes digitais interativas. É preciso clareza”, escreve.

“Seria cômico, não fosse trágico. Mais do que qualquer outro momento, as eleições deveriam ser um momento onde a nação tenha acesso total e irrestrito à informação”, comenta Marcelo Tas em seu endereço eletrônico.

O TSE alega que, com a restrição, pretende equilibrar a campanha. “Se não, quanto maior o poder de penetração do candidato e seu poder econômico de arregimentar gente para ter blog, ele terá maior propaganda”, disse, em entrevista à Folha, o presidente do TSE e ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Marco Aurélio Mello.

Para contornar a possível restrição do TSE, os portais podem alegar ter planos de oferecer serviços informativos, e não publicitários.

“O argumento que vamos usar é que não estamos fazendo propaganda política. Não há troca financeira qualquer entre partido e o site. O que o site produz é conteúdo informativo”, afirma Calegaretti, do MySpace. Segundo ele, mesmo no caso das doações a campanhas, o que se faz nos EUA é dar um link para o site do candidato, onde ocorrem efetivamente os depósitos –o que ainda é proibido no Brasil.

Os ministros do TSE também devem responder até o início da campanha uma consulta do deputado José Aparecido (PV-MG) sobre o uso de ferramentas da internet na arrecadação de votos. Um parecer da área técnica recomenda a proibição. Não há prazo para julgamento no TSE.

Se o tribunal decidir definitivamente pela restrição da propaganda política pela internet –o que afastará eleitores jovens do debate político–, irá de encontro com medidas tomadas pelo próprio órgão recentemente.O TSE lançou em outubro do ano passado uma campanha tentando atrair os jovens para as eleições. Em 2007, retiraram o título de eleitor aos 16 e 17 anos, quando o voto é facultativo, 1,91 milhão de pessoas, apenas 1,5% do total do eleitorado. Em 1992, quando os “caras pintadas” pediram o impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello, mais de 3,2 milhões de jovens dessa faixa fizeram título (3,57% do eleitorado).

Campanha on-line

Apesar da barreira que pode ser erguida pelo TSE, as agremiações já se espalharam nos serviços on-line. Quase todos partidos e dezenas de políticos possuem comunidades no Orkut. Segundo a resolução para essas eleições, a página dos que pleiteiam cargos poderá entrar no ar somente a partir de 6 de julho.

O DEM mantém no YouTube o que chama de “WebTV de um partido político brasileiro”, aberta em dezembro de 2007. O PSTU também criou canal para abrigar seus vídeos, em junho de 2006.

No MySpace, já há um espaço ocupado pelo PSOL com sigla e número de votação. PSDB e DEM dividem outro grupo no portal.





Lixo espacial…

1 04 2008
Qual a chance de um dejeto espacial atingir um prédio, ou uma pessoa, aqui na Terra?

Esta semana, uma bola de metal, com um metro de diâmetro, caiu pertinho de uma casa em Goiás. Veio do espaço e faz parte do chamado lixo espacial. Tem de tudo vagando lá em cima, até luva jogada fora por astronauta. Mas qual a chance de um dejeto espacial atingir um prédio, ou uma pessoa, aqui na Terra?Este é o nosso planeta como a gente pensa que é: um belo ponto azul girando no espaço infinito. Mas essa é a Terra como ela realmente é: recoberta por uma grossa camada de objetos feitos pelo homem. Milhares de satélites e também muito lixo – quase dez mil fragmentos. Um ferro-velho no espaço!

De vez em quando, uma dessas peças abandonadas desaba do céu. O objeto mais recente do lixo espacial a despencar na Terra é uma esfera que caiu perto do município de Montividiu, no interior de Goiás. Caiu a 150 metros de uma casa.

“Podia ter caído em cima da casa. Se caísse lá, faria um dano danado”, diz o produtor rural Jarbas Gomes.

Em um primeiro momento, um objeto brilhante, meio diferente – as pessoas ficaram preocupadas, acharam que pudesse ser venenoso, radioativo.

“Medo de ser radioativo, por causa do césio 137. A gente tem até medo de mexer”, confessa a dona-de-casa Vanilce Queiroz.

Mas os técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) foram ao local e tranqüilizaram a população.

“À medida que nos aproximamos do local, nós vamos vendo se existe atividade radioativa ou não desse objeto”, explica o técnico do CNEN Rugles Barbosa.

O aparelho não detectou nada. O objeto não era radioativo e foi transportado até a sede da Comissão Nacional de Energia Nuclear, perto de Goiânia. No início, muitos cuidados, por causa de uma poeira que o material soltava. Mas um especialista em satélites, enviado de São Paulo, explicou que era coisa simples.

“Tem todas as indicações de que seja algo relacionado a tanque de combustível, por exemplo, de um artefato espacial. A casca metálica é de titânio e o reforço externo é de fibra de carbono. Isso é muito comum em satélites”, afirma José Nivaldo Hinckel, tecnologista de propulsão de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

“O fato de o metal ter derretido localmente é indicação clara que isso tenha sido submetido a uma temperatura muito elevada e a temperatura provavelmente causada pelo atrito com a atmosfera durante e reentrada. Essa é uma indicação bem clara de que isso tem origem espacial”, completa.

Como tem origem espacial, outro objeto que despencou em uma região isolada de Mato Grosso do Sul, em 2001.

“Eu peguei a bola, levantei para o rapaz tirar foto e balancei um pouco. Tinha um líquido dentro”, conta o funcionário da fazenda Eduardo Jorge Correa.

Na área hoje existe uma pousada. O lixo espacial, agora brilhando de limpo, virou atração.

“Um objeto desses caindo na nossa propriedade aqui, você vê que fazemos parte de uma coisa que não vai deixar de ser histórica “, diz Paulenir Nogueira de Barros, dono da pousada.

Existe uma chance real de um fragmento de lixo espacial fazer estrago na Terra, não é?

“Com certeza, a providência mais conveniente seria a de mandar mísseis e destruir, reduzindo a pó, todos os satélites já em desuso. Mas são milhares, então isto se tornaria economicamente inviável”, observa o astrônomo da USP Roberto Boczko.

O astrônomo explica que o maior perigo está lá no alto, para os astronautas que navegam em meio a um monte de lixo. Por exemplo: uma luva, perdida pelo astronauta Ed White, em 65, em uma caminhada espacial.

“Uma luva andando a quarenta mil quilômetros por hora lá no espaço, se bater em uma estação espacial, fura. Eu não dormiria tranqüilo”, diz Boczko.

O lixo espacial que cai na Terra geralmente está em altitudes baixas, cerca de quinhentos quilômetros. Nessa região ainda resta alguma atmosfera, que aos poucos vai “segurando” o satélite. Até que um dia ele cai. Muitos queimam quando se aproximam da Terra. Mas outros…

“Às vezes, um tamanho maior acaba conseguindo atravessar a atmosfera inteiro. Imagine um fragmento desses extremamente aquecido caindo em um depósito de combustível. Pode causar uma tragédia razoavelmente grande”, avalia o astrônomo.

Como os oceanos ocupam 75% da Terra, a chance é de 75% de o lixo espacial cair no mar. Quanto aos outros 25%…

“A probabilidade de cair aqui na Terra um que cause algum estrago é pequena, mas existe e não pode ser descartada”, alerta Boczko.





Água pra cachorro…

27 02 2008

Gigante dos refrigerantes lança água aditivada para pets

Maior fornecedora de marcas próprias de refrigerantes do varejo mundial, a Cott Corp. entra no mercado de US$ 40 bilhões de produtos para animais domésticos

A canadense Cott Corp., quarta maior fabricante de refrigerantes do mundo depois de Coca-Cola Corp., PepsiCo e Cadbury Schweppes, e a número um em produção de marcas próprias de refrigerantes do varejo global, está diversificando suas linhas alternativas de bebidas nos Estados Unidos para tentar reverter o prejuízo das operações locais.

Além da expansão das suas linhas de chás e bebidas energéticas, a empresa voltou as baterias para a indústria de produtos para animais domésticos - estimada em US$ 40 bilhões - com “a primeira água fortificada para pets do mundo que oferece reais benefícios funcionais”. Batizada de Fortifido, a bebida é enriquecida com vitaminas que beneficiam os ossos, as juntas, a pele e o hálito dos animais, com sabores que incluem menta, salsinha e manteiga de amendoim.

Segundo Charles Calise, diretor de inovação das operações norte-americanas, a empresa investiu US$ 80 mil nos 18 meses de pesquisa e desenvolvimento do novo produto, que será vendido em supermercados, redes e butiques especializadas com apoio de campanha de amostragem, patrocínios e marketing in-store.

Com a medida, a Cott espera reverter o prejuízo líquido de US$ 73,1 milhões registrado no balanço de 2007 (que aprofundou o recuo de US$ 17,5 milhões de 2006), agravado por aumentos de 17% do preço do xarope de milho utilizado em suas bebidas adoçadas (o que reflete o impacto da produção do etanol nos EUA) e do alumínio utilizado nas latas (cotado a US$ 1,16/libra no começo de fevereiro).

Confira aqui o vídeo exibido por Advertising Age sobre o Fortifido. Paralelamente, o vídeo divulga o maior lançamento dos últimos 15 anos da PepsiCo no Reino Unido – o da Pepsi Raw, “nova fórmula que não utiliza os tradicionais ingredientes processados” da empresa.





E o Oscar não foi para o Oscar…

27 02 2008

Audiência do Oscar é a pior desde 1974

Evento deste ano atrai apenas 32 milhões de espectadores e perde o apelo entre adultos jovens, um target valioso para os anunciantes

(Meio&Mensagem)
26/02 – 15:42

Comparada aos dados históricos do Academy Awards, televisionado pela primeira vez em 1953, a 80ª cerimônia anual do maior evento do cinema dos Estados Unidos foi um fiasco. Veiculado no domingo, 24, pela rede aberta ABC (Walt Disney Corp.), o Oscar deste ano não só atraiu 21% menos espectadores do que em 2007, mas se revelou o de menor audiência desde que a Nielsen Media Research uniformizou a compilação dos dados, em 1974. Também ficou abaixo do resultado de 2003, quando o Oscar aconteceu alguns dias antes da invasão do Iraque.

Segundo comunicado da ABC, baseado em dados preliminares da Nielsen (que podem ser alterados ainda nesta terça-feira, 26), 32 milhões de americanos em média assistiram à transmissão de mais de três horas, com pico às 22hs – contra 40,2 milhões em 2007, 38,9 milhões em 2006 e 33,04 milhões em 2003.

Em número de domicílios, 21,1 milhões sintonizaram a ABC neste ano (18,7 pontos, sendo que um ponto equivale a 1,13 milhões de domicílios do país), com share de 29% (o nível mais baixo desde 1953). Apenas 10,7 pontos foram registrados entre a audiência de 18 a 49 anos (a mais cobiçada dos anunciantes), um decréscimo de 24% sobre 2007 (que registrou 14,1 pontos) e de 14% sobre 2003 (12,5 pontos).

Causas
Uma convergência de fatores contribuiu para o fracasso, dizem os analistas. A greve de quatro meses dos redatores de Hollywood, encerrada apenas alguns dias antes do evento, foi um deles. A decepcionante bilheteria dos filmes indicados neste ano também contribuiu, refletindo a falta de interesse popular nos gêneros predominantes, com temas deprimentes que giravam em torno de psicopatas, aventureiro ambiciosos e advogados corruptos. Outro agravante foi a nacionalidade estrangeira de muitos indicados para o Oscar, na maioria desconhecidos do público americano. Já a ABC atribuiu o recuo da audiência à popularização dos gravadores digitais de vídeo (DVRs), que se multiplicaram nos últimos dois anos (hoje estão presentes em quase 23% dos lares americanos, contra apenas 13% em 2006).

Mas ainda é cedo para prever o impacto do declínio de audiência sobre os anunciantes dos próximos Oscars, ou mesmo sobre o upfront deste ano. Ainda desta vez, porém, a ABC teve sorte: a maior parte do tempo de comercial já estava vendida antes da greve dos roteiristas, para anunciantes do porte da American Express, Unilever, Coca-Cola e General Motors – que concordaram em pagar até US$ 1,82 milhão por 30 segundos para divulgar suas marcas, o que significou um aumento de 7% sobre o US$ 1,7 milhão cobrado em 2007.





Mais fácil do que vender água no deserto…

22 02 2008

Vendas de computadores ultrapassam as de TVs no Brasil

Pela primeira vez no País foram comercializados mais computadores do que televisores. Em 2007, 10,7 milhões de unidades foram adquiridas, enquanto que as vendas de televisões ficaram em torno de 10 milhões

(M&M)

Queda nos impostos, aumento de produção, ampliação do crédito popular e câmbio favorável são os fatores que levaram as vendas de computadores no País superarem as de televisores. Um levantamento da consultoria IDC Brasil mostra que 10,7 milhões de computadores foram comercializados no ano passado - crescimento de 38% em relação a 2006.

Já no mercado de TV, as vendas permaneceram estáveis, mesmo após o lançamento da televisão digital no País. Em 2007 foram comercializados cerca de 10 milhões de equipamentos, contra 10,8 milhões no ano anterior. Pela previsão da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), o ritmo deve se manter em 2008. Do total de aparelhos adquiridos pela população em 2007, um milhão é relativo a modelos de plasma e LCD. Em 2006, esse número ficou em 350 mil.

Em relação aos computadores, o Brasil agora ocupa o quinto lugar no ranking mundial de vendas, atrás de Estados Unidos, China, Japão e Reino Unido. Estima-se que o País irá assumir o terceiro lugar em dois anos.





Cortando mal pela raíz…

18 02 2008

Em vez de consertar, Ford vai destruir veículo

(Agência Estado)

Um recall inédito começou esta semana no País. Em vez de substituir ou consertar a peça com defeito, a montadora vai recolher os veículos e destruí-los. O caso envolve a Troller, fabricante de jipes e picapes adquirida pela Ford no ano passado.

Ao todo, 77 unidades da picape Pantanal, modelos 2006 e 2007, serão retiradas de circulação por riscos de trincas no chassi. A Ford recomenda a imobilização do veículo e avisa que se encarregará de guinchá-lo e de indenizar o proprietário.

Segundo a Ford, que em janeiro do ano passado comprou a Troller, empresa do empresário brasileiro Mário Araripe instalada em Horizonte (CE), “há riscos de aparecimento de trincas do chassi que, com o tempo, podem se propagar e comprometer sua durabilidade e integridade”. Em testes realizados pela empresa e também relatos de clientes, foi constatada ainda a possibilidade de perda de estabilidade e controle direcional em manobras bruscas, podendo causar acidentes.





Cheirando a mofo…

18 02 2008

Conversando sobre política com uma amiga (Rafa) entre direitas e esquerdas, relembrei do que um professor de Geografia falou no colegial. Dizia ele que o Brasil já teria feito testes nucleares no fim da década de 80 na região da Serra do Caximbo, em uma base tida como “Área 51″ brasileira. O fim (será?) do projeto de testes bélicos foi decrato pelo então presidente Fernando Color de Melo, que simbolicamente jogou uma pá de cal em um dos “buraquinhos” que os testes eram executados.

Serra do Cachimbo pode ser local de provas nucleares

[Reportagem publicada em 8 de agosto de 1986]

(Folha Online)

O governo brasileiro está construindo instalações subterrâneas na serra do Cachimbo, sul do Pará, limite com Mato Grosso, para fins militares. São covas e cisternas que pelas suas características se prestam a testes nucleares de diversos tipos e ao armazenamento de lixo atômico de usinas.

Desde 1981 têm sido realizados levantamento geológicos e hidrológicos na área. No mês passado foi concluída a construção de um poço de 320m de profundidade por um metro de diâmetro. A área de testes deverá ser concluída em 1991.

Ontem à noite, ao ser informado pela Folha que o jornal publicaria esta notícia na edição de hoje, o presidente José Sarney reagiu, segundo o jornalista Fernando Cézar Mesquita, seu secretário de Imprensa, com estas palavras: “Por esta mesa, nunca passou qualquer documento deste tipo”. O ministro-chefe do Gabinete Militar, general Rubem Bayma Denys disse _ ainda segundo Mesquita_ que a informação é “absolutamente inverídica”. O brigadeiro Hugo de Oliveira Piva, diretor do Centro Técnico Aeroespacial, de São José dos Campos (SP), foi chamado com urgência a Brasília no início da noite de ontem. A região onde estão sendo construídas as cisternas e covas é área militar delimitada por decreto durante o governo Geisel (1974-1979), cortada pela rodovia Cuiabá-Santarém (BR 163), e fica a 720 km de Belém (PA) e a 670 km de Manaus. As três regiões florestais mais próximas mais próximas são as reservas florestais Mundurucânia, a 180 km, a reserva indígena Baú-Mencranotire a 60 km e o Parque Nacional do Xingu, a 300 km.

O projeto da área de teste é do Estado-Maior das Forças Armadas (Emfa) e conta com o apoio de pesquisadores de dois órgãos vinculados ao Centro Técnico Aeroespacial (CTA, do Ministério da Aeronáutica, situado em São José dos Campos, a 97 km a nordeste de São Paulo): o Instituto de Atividades Espaciais (IAE) e Instituto de Estudos Avançados (IEAV). A segurança da área militar é responsabilidade da Força Aérea Brasileira, que já dispunha, na região, de pistas de pouso de 3.200 metros.

A escolha da serra do Cachimbo deveu-se ás condições geológicas da região. Trata-se de um conjunto de platôs com uma altitude máxima de 640 metros acima do nível do mar, cobertos por arenito, com uma espessa camada de rochas ígneas (impermeáveis, portanto) e sem o risco de atingir lençóis freáticos (lençóis d’água). A região militar da serra do Cachimbo está localizada no município de Itaituba, o maior do Brasil, com 700 km de extensão.

As pesquisas geológicas feitas na área são taxativas: não há recursos minerais a serem explorados. As características do subsolo conferem ao local das escavações a solidez necessária para a construção dos depósitos de lixo atômico e das cisternas para testes nucleares. A reserva militar da serra do Cachimbo já vem sendo utilizada pelas Forças Armadas para testes com materiais bélicos como bombas fragmentadoras, foguetes e mísseis convencionais.

O primeiro poço construído ficou pronto em julho deste ano. Ele tem 320 metros de profundidade e um metro de diâmetro. A Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM, do Ministério das Minas e Energias) começou a fazer os levantamentos geológicos e hidrológicos da região em 1981, por solicitação do Centro Técnico Aeroespacial (CTA, do Ministério da Aeronáutica). Os primeiros geólogos deslocados para a área foram da Superintendência da CPRM de Minas Gerais. Desde o início, o projeto foi cercado de todas as medidas de segurança e os funcionários que nele trabalharam tinham conhecimento de que era “secreto”.

O poço pronto levou um ano para ser perfurado e revestido porque a CPRM não dispunha de tecnologia para perfurá-lo por causa do tamanho do diâmetro e o CTA teve de importar uma coluna de perfuração dos Estados Unidos. Este poço está localizado a 17 km da estrada Cuiabá-Santarém. Até 40 pessoas chegaram a trabalhar, em alguns momentos, na sua construção. Somente a direção da CPRM teve acesso às informações sobre o trabalho, que recebeu a denominação interna de “Projeto Pedra do Índio”. Desde que foi contratada para o serviço pelo CTA, a CPRM teve três presidentes: José Raimundo de Andrade Ramos, general Salvador Mandin e José Carlos Boa Nova, o atual.

Pesquisadores do IAE, EEAV e da Marinha continuam a fazer levantamentos no terreno para marcar os locais onde serão construídas as futuras cisternas e covas . Este levantamento tem seu término previsto para o final deste ano. As cisternas terão dimensões semelhantes ao do poço concluído no mês passado. Só que este foi revestido, até agora, de concreto e as cisternas receberão, além do concreto, chumbo e amianto. Já as covas, onde serão guardados os lixos atômicos, terão profundidade entre 100 e 150 metros e seu interior será revestido somente de concreto. A explicação é que devido à profundidade os riscos de vazamento são mínimos.

O Brasil poderá ser até o final de 1991 o primeiro país ao sul do Equador a possuir áreas reservadas para testes nucleares e armazenamento de lixo atômico. O projeto do EMFA tem como objetivo principal o domínio do setor de tecnologia de ponta (estudos avançados ou física pura), ao qual somente as nações desenvolvidas têm acesso e que nunca é repassada. Desde novembro do ano passado o EMFA conta com o apoio de pesquisadores de dois órgãos subordinados ao CTA, o Instituto de Atividades Espaciais (IAE) e o Instituto de Estudos Avançados (IEAV). Estes órgãos, junto com o Centro de Pesquisas da Marinha e com a colaboração do Instituto de Pesquisas Nucleares da Universidade de São Paulo (USP) estão trabalhando há alguns anos para adquirirem domínio sobre as matérias primas essenciais para a fabricação de artefatos nucleares: o plutônio e o urânio enriquecido.

Dois objetivos principais levaram o EMFA a levar adiante o projeto: em breve as usinas nucleares de Angra estarão em funcionamento e o país terá de armazenar lixo atômico (urânio usado no reator, material radioativo, mais produtos e urânio não queimado que recebe grande quantidade de neutrons e vira plutônio), sem causar riscos à população das cidades. O segundo objetivo, é o de construir mísseis atômicos. A segunda fase deste projeto _ a construção de uma ogiva atômica _, considerada a mais importante, também já está em andamento. No ano passado foi firmado um acordo entre os governos do Brasil e da República Popular da China para a troca de tecnologia que permitirá o desenvolvimento de mísseis de ataque com ogivas atômicas de combustível sólido _similares aos usados pelos EUA na década de 60.





Chuva estranha…

28 01 2008
Satélite espião dos EUA perde controle e cairá na Terra

A maior reentrada descontrolada de um aparelho espacial americano foi a do Skylab, de 78 toneladas

(Associated Press)

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Um grande satélite de espionagem dos Estados Unidos perdeu energia e propulsão e poderá colidir com a Terra entre fevereiro e março, informam fontes do governo americano.O satélite, que está fora de controle, pode conter material perigoso e não se sabe em que parte do planeta cairá. As autoridades falaram sob a condição de que seus nomes não fossem revelados.

“As agências apropriadas estão monitorando a situação”, limitou-se a afirmar um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Gordon Johndroe. “Diverso satélites caíram sem causar danos ao longo dos anos. Estamos buscando opções para mitigar qualquer possível dano que o satélite venha a causar”.

Ele não comentou a possibilidade de o satélite ser desviado por um míssil. Disse que seria inadequado discutir detalhes no momento.

Um alto funcionário do governo afirmou que congressistas e governos estrangeiros estão sendo informados da situação.

A reentrada descontrolada poderia expor segredos dos Estados Unidos, disse John Pike, um especialista em defesa e espionagem. Satélites de espionagem normalmente são eliminados por meio de reentradas controladas na atmosfera que os dirigem ao oceano, para que mais ninguém tenha acesso ao equipamento, disse ele.

Pike, que dirige o grupo de pesquisas em defesa GlobalSecurity.org, estima que o equipamento pese 10 toneladas e seja do tamanho de um microônibus. Ele afirma que o satélite criaria apenas 10% dos destroços gerados pela desintegração do ônibus espacial Columbia, em 2003.

Quanto ao material perigoso na nave, Pike acredita que ela possa conter berílio, um metal leve e com alto ponto de fusão, usado na indústria de defesa. A inalação do berílio pode levar a problemas respiratórios de natureza crônica e incurável.

Segundo Jeffrey Richelson, membro do Arquivo de Segurança Nacional, o satélite provavelmente foi criado para fazer reconhecimento fotográfico. Esse tipo de aparelho é usado para fotografar governos hostis e grupos terroristas, detectando a construção de instalações nucleares ou campos de treinamento de extremistas. Também pode ser usado para monitorar o dano causado por desastres naturais, como furacões e terremotos.

A maior reentrada descontrolada de um aparelho espacial americano foi a do Skylab, uma estação espacial de 78 toneladas que caiu de órbita em 1979. Seus destroços caíram, sem causar danos, numa parte remota da Austrália.

Em 2000, engenheiros das Nasa conseguiram guiar a queda do Observatório Compton de Raios Gama, dirigindo-o para o Oceano Pacífico.

Autoridades acreditam que, em 2002, os restos de um satélite de 3 toneladas caíram como “chuva” sobre o Golfo Pérsico.